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quinta-feira, 23 de maio de 2019

A MINHA ESTRELA DE CINEMA



A MINHA ESTRELA DE CINEMA

Era já ao cair da tarde
numa imensidão de sol-pôr no horizonte,
extenso mar, passeavas pela areia da praia,
ao som suave da brisa sol cor laranja poema,
linda catraia, cabelos soltos ao vento
qual estrela de cinema, como já não via faz tempo.

Eras tu, a mulher que mais queria ver
aproximei-me para me certificar
e vi-te num todo resplandecer,
na luz alaranjada do sol-pôr mar onde,
a suave brisa te bafejava, ciumento, apaixonado,
esperava no ansioso desejo de te abraçar
sentir a tua pele abrasadora, ter-te em mim,
na minha pele, linda querida mulher sedutora,
amor-perfeito, lábios de mel.

Acerquei-me de ti de mansinho
sem de conta dares por nada,
vendei-te os olhos, fiz-te um carinho
ficaste silenciosamente inata,
descobriste-me, deste-me um beijinho
e grudamos um no outro,
até á alta suave, amena, madrugada.
E soube-nos a tão pouco...
Pois não!? Pudera, oh minha amada...!?

João Nunes Carneiro
in “Danados Para Escrever”
Coletânea de Escrita Criativa Lusófona

terça-feira, 21 de maio de 2019

Poesia na Galeria Maio 2019

 Maria Teresa Nicho
 João Nunes Carneiro
 José Faria
 Amândio Vasconcelos
 Helena Duarte
 Dina Magalhães
 Celso Miranda
 José Oliveira Ribeiro
 José Guterres
 Jorge Carvalho

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

BELA ABELHA DISTRAÍDA



BELA ABELHA DISTRAÍDA

Bela abelha distraída
pousando de flor em flor
seta de cupido
ferrão de vida
acertaste, levaste-me
nesse teu jogo... sedutor.

Flor lábios de mel, ilusão
essência de perfume raro
adoro a cor do teu batom
meu beija-flor de trato caro.

Linhas do corpo bem definidas
um olhar distraído, abstrato
cura de todas as minhas feridas
minha paixão de fino trato.

Cintura de fina silhueta, anel.
Criatura divina mulher, amor
face corada luzidia, suave pele.

Minhas mãos descem teu corpo
delineiam as curvas que sinto
num corpo inerte, mas não morto
de suaves curvas, meu absinto.

Absinto embriagante que faz sonhar
impossível descrever com a certeza
o amor que fazem meus olhos brilhar
o amor que me embriaga e me pesa

por a ti minha querida abelha, amar
tu que pousas de flor em flor, seta
de cupido que me cravaste fez dor
seta ferrão de vida, ferrão de amor
amor suave e perfumado na incerta
vida de um amante... teu admirador.

João Nunes Carneiro

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Poesia na Galeria 17-11-2018



 Silvino Figueiredo e Fernanda Cardoso

 Agostinho Costa


 Lourdes Alegria
 João Bernardo
 António Gonçalves
 Ester de Sousa e Sá
 João Nunes Carneiro
 Silvino Figueiredo
 Regina Bacelar
 Conceição Freitas
 Helena Duarte

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A VARANDA DO MEU OLHAR


A VARANDA DO MEU OLHAR

Da Varanda do meu olhar...
Almejo a noite, minha esperança
por ti perder-me no esperar...

Às vezes penso ter tempo para tudo
na vida
E ao acordar sinto que a vida me passa
ao lado.

Como posso eu dormir se te amo
e quero eternizar todos os nossos
momentos mais íntimos
Se estou por ti apaixonado até às mais
ínfimas profundezas do meu ser.

Vá diz-me? Como posso eu deixar
o tempo a passar
sem que nada faça para o tempo
o nosso tempo, compensar.

E, nas labirínticas vielas da minha alma
vai-me uma infinita angústia
que me devora as entranhas sequiosas
amordaçadas por um tempo de espera
que lentamente me vai conduzindo
à loucura.

Da varanda do meu olhar, sinto-me
enfermo acamado
preso à vida.
A vida que como todo o tempo
te passou ao lado
suave e despercebida
e já não tens mais tempo
nem mais vida
Sobra-te um instante, um só momento
entre a chegada e a partida.

A distância e o tempo suavizaram
a paixão.
E o belo sempre fora mais simples
confuso será amar-te sem te sentir
no coração.

E no tempo, no tempo ninguém manda
nem no coração.
E a vida, a vida sempre será um eterno
regresso a casa.

Da varanda do meu olhar...
Almejo a noite, minha esperança
de te poder sentir, abraçar
como dantes fora eu uma criança
na ânsia do meu desejar.

in “5 sentidos” - Colectânea de texto Poético, Contos e Cartas da Lusofonia, 40 autores

João Nunes Carneiro

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Poesia na Galeria 21 de Outubro

 Francisco Ferreira e Fátima Ferreira
 ToniAntónio Nicodemos
 Arnaldo Macedo
 ToniAntónio Nicodemos





 Guilherme Andrade
 António Gonçalves
 Noé Alves
 Arnaldo Teixeira Santos
 Francisco Ferreira
João Nunes Carneiro
 Lourdes Alegria
 Leonor Reis
 Celso Mirando 
Regina Bacelar 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Poesia na Galeria

 Maria Antónia Ribeiro

 Carlos Revez
 João Nunes Carneiro
 Ana Maria Roseira
 José Oliveira Ribeiro
 Isabel Moura
 João Pessanha
 Marília Teixeira
 Angelino Santos Silva
 Graça Silva