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domingo, 16 de fevereiro de 2020

Leonor Reis


Trago dentro de mim esta cidade,
Num sonho sem limite, de asas feito…
E em cada mão, um grito, uma vontade,
Um poema a arder, que me incendeia o peito!...

Por este amor, num brado de ansiedade,
Levando este meu canto, insatisfeito…
Quero levar bem longe esta cidade,
Tornar mais largo, o sei caminho estreito!...

Que os meus versos, espalhem pelo Mundo
O nome da cidade que amo tanto,
É este o meu desejo mais profundo!...

Serei seu Mensageiro e Peregrino,
Pois erguendo à cidade este meu canto,
- Eu cumpro, fielmente, o meu destino!


Castro Reis

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

À MINHA AVÓ



À MINHA AVÓ

Minha santa velhinha
De olhos azuis cor do céu,
Duma infinita bondade,
Era a minha avozinha
Aquela santa velhinha
De quem tenho tanta saudade.
- Canta para mim aquela canção
Para eu adormecer,
E aquela melodia entrava no meu ouvido
E com um misto de emoção
Olhavas para mim
E eu, já tinha adormecido.
Minha avozinha querida
Como eu esperei toda a vida
Para ser avó também,
Mas fosse pelo que fosse
Eu fui apenas mãe.

Leonor Reis
in “Coletânea Galeria Vieira Portuense 2018”
lido por Céu Guedes

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Poesia na Galeria Nov 2017

 Anselmo Simões
 José Carlos Moutinho
 Maria Helena
 Lourdes Alegria
 Ester de Sousa e Sá
 Maria Afonso Morais
 Isabel Moura
 Maria Augusta da Silva Neves
 Leonor Reis
 Noé Alves
 José Guterres
Graça Silva

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

CONTA O TEMPO


CONTA O TEMPO

Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta
Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Frei António das Chagas – séc. XVII

Lido por Leonor Reis

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Poesia na Galeria 21 de Outubro

 Francisco Ferreira e Fátima Ferreira
 ToniAntónio Nicodemos
 Arnaldo Macedo
 ToniAntónio Nicodemos





 Guilherme Andrade
 António Gonçalves
 Noé Alves
 Arnaldo Teixeira Santos
 Francisco Ferreira
João Nunes Carneiro
 Lourdes Alegria
 Leonor Reis
 Celso Mirando 
Regina Bacelar 

quarta-feira, 22 de março de 2017

POESIA NA GALERIA Março

 Helena Duarte
 Leonor Reis
 Maria Afonso Morais
 Maria Augusta da Silva Neves
 Mário Anselmo
 Maria Teresa Nicho
 Fernanda Cardoso
 Céu Guedes
 Paraty
 Goreti Dias
 Dionisio Dinis
 José Oliveira Ribeiro

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O ENTERRO DA CIGARRA


O ENTERRO DA CIGARRA

As formigas levavam-na... Chovia...
Era o fim... Triste outono fumarento!...
Perto, uma fonte, em suave movimento,
Cantigas de água trémula carpia.

Quando eu a conheci ela trazia
Na voz um triste e doloroso acento.
Era a cigarra de maior talento,
Mais cantadeira desta freguesia.

Passa o cortejo entre árvores amigas...
Que tristeza nas folhas... Que tristeza!
Que alegria nos olhos das formigas!...

Pobre cigarra! Quando te levavam,
Enquanto te chorava a Natureza,
Tuas irmãs e tua mãe cantavam...

(Últimas Cigarras, Rio de Janeiro, 1950, pág. 73)

lido por Leonor Reis

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

POESIA NA GALERIA 15 de Outubro


 Maria Augusta da Silva Neves e Maria Afonso Morais
 Graça Silva, Maria Manuel Rito e Conceição Lages
 Maria Afonso Morais e Maria Manuel Rito
 Ester de Sousa e Sá e Regina Bacelar

 António D. Lima e Emília Costa








Maria Afonso Morais
 Conceição Lages
 António D. Lima
 Emília Costa
 Maria Augusta da Silva Neves
 Regina Bacelar
 Graça Silva
 Leonor Reis
 Graça Silva
Ester de Sousa e Sá
Ana Maria Oliveira