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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

É ao fim da tarde


É ao fim da tarde
que as horas correm...
Correm velozmente
como se fossem gente
ansiosa por voltar a casa.
Acendem-se as luzes
e apaga-se a escuridão,
Abre-se o correio que
chegou
Põe-se a mesa e contam-se
os talheres…
Verifica-se se, para todos,
chega o pão
Fecham-se portas e janelas,
não vá entrar por alguma
delas
quem arranque o nosso
pedaço de chão.
É ao fim da tarde
que a vida anoitece de
repente,
e as horas correm
velozmente.
Ao pensamento, chegam as
memórias
do que se disse e do que não
se fez…
Matam-se os minutos um de
cada vez 
e sentimos mais forte o medo
da escuridão.
É ao fim da tarde, ao
anoitecer
que temos mais vontade de
viver,
de sorrir, de construir, de ser
feliz…
É no regresso ao nosso lugar
que fustigamos a noite
e construímos muitas
madrugadas
porque nelas ainda mora o
sonhar,
e a vontade de crescer, sorrir
e ficar
É ao fim da tarde, que somos
eterno raio de sol pronto a
renascer.

Lourdes dos Anjos
fevereiro de 2016

lido por Irene Silva

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O ÚLTIMO DESEJO


O ÚLTIMO DESEJO

Quando eu morrer (ou pensarem que morri),
Não me vistam de preto, em de escuro junto ao rosto;
É mórbido e triste para quem já não tem vida.
Não me abafem com muitas, muitas flores;
Apenas algumas
De preferência singelas, ou dos vasos e jardins.
Façam algumas preces pela minha alma.
Mas falem comigo,
Mesmo que não ouçam as minhas respostas.
Reúnam-se à volta do meu caixão,
E façam uma tertúlia, sem lágrimas de tristeza.
Cantem e toquem viola, se puderem.
E sobretudo, digam POESIA!
Estarei lá se me deixarem.
Ouvirei e ficarei eternamente grata.
Partirei em Paz e feliz
E, se possível, com o meu melhor sorriso.
E já agora se não é pedir demais.
Leiam em voz alta este poema
(sé que posso chamar-lhe assim...)

Tudo isto também é amor e oração
E chegará, com certeza, aos olhos e ouvidos de Deus.

Ficai em Paz, com Paz nas vossas vidas e nos vossos corações

Vila Nova de Gaia, 03 de Julho de 2014
Ana Maria Roseira (in: Saborear a poesia..." - Coletânea Poética "Louvor aos Poetas" - 2015)

Lido por Irene Silva

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

POESIA NA GALERIA - Janeiro

 António Gonçalves
 António D. Lima
Céu Guedes
 Helena Duarte
 Silvino Figueiredo

 João Pessanha
 Isabel Moura
 Irene Silva
 Maria Antónia Ribeiro

 Anselmo Moura
 Mayke
Alzira Santos
Dionísio Dinis

POESIA NA GALERIA 21 de Janeiro





 Agostinho Costa dá inicio à sessão de poesia
 Agostinho Costa
 Irene Silva
 Irene Silva
 Lourdes Alegria

 Beatriz Maia
 Arnaldo Teixeira Santos
 Fátima Passos
 Regina Bacelar
 Ana Maria Oliveira
 Fernanda Oliveira
 Ester de Sousa e Sá
Angelino Santos Silva

terça-feira, 29 de março de 2016

MÃE


MÃE

sabes, mãe, quando me dizias palavras ternas que afastavam
os pesadelos das minhas noites claras... eu conseguia ser feliz,
acreditava que o mundo era um arco-íris movido pelo sopro doce
de um qualquer deus perdido na concha das tuas mãos.
só tu conseguias encher de fios de ternura os cabelos assustados
da minha nuca em movimento e trazer até aos meus olhos pesados
a música de um son(h)o nunca sentido.

sabes, mãe, crescer traz pregos agarrados aos meus cinco sentidos e eu
não quero olhar e descobrir que o mundo se afundou
no líquido amniótico da lua.
ouço os gritos dos gatos que nascem no quintal e sei que têm medo,
um medo atroz dos fantasmas negros que pintam a solidão fria da terra
que os cobre, eu sei que tu sabes que a morte tem cheiro,
um cheiro amargo enroscado para sempre ao útero da vida,
mas baralhas a sorte e dás-me sempre o trunfo com o paladar mais
doce, do beijo mais doce, que já recebi.

sabes, mãe, foi com a soma das tuas carícias que o mundo começou a
habitar em mim e as palavras se tornaram pérolas de chuva dourada.
sabes, MAE, hoje já não te vejo como uma criança, mas como mãe...
e, por isso ainda te amo mais!

Carla Marques
in “O Pecado somos Nós”
lido por Irene Silva

quinta-feira, 24 de março de 2016

Diz-me



Diz-me
caminhar para onde?
Em que lugar te posso encontrar?
Dizem-me para olhar as estrelas
e na mais brilhante acreditar,
Mas essas luzes cintilantes
já não me satisfazem...
Quero-te encontrar,
ouvir a tua voz,
Sentir o teu abraço,
saber que és tu!
Diz-me para onde caminhar,
Um lugar mais além das estrelas,
Mais além desse pedaço de chão fundido
Onde em breves palavras escreveram o teu nome
e com tinta preta acrescentaram
Aqui jaz uma vida roubada.
Diz-me onde te encontrar
para além desse lugar sem vida
Onde flores murcham,
A saudade flori
E as memórias doem.
Diz-me onde te encontrar...
Diz-me!

Celina Parente

Lido por Irene Silva

terça-feira, 22 de março de 2016

POESIA NA GALERIA 19 de Março de 2016

 Miguel Leitão
 Miguel Leitão
 Fátima Cardoso
 Fátima Cardoso
 Fernando Morais
 Fernando Morais


 Artur Cardoso a declamar ao lado de Paraty
 Artur Cardoso
 Irene Silva
 Irene Silva
 Manuel Maia
 Manuel Maia
 Maria Teresa Nicho
 Maria Teresa Nicho
 Alice Branco

 Alice Branco
 José Efe
 José Efe
 Manuel Caldeira
 Manuela Caldeira
 Luís Pedro Viana
 Luís Pedro Viana
 Luís Pedro Viana

 Kim Berlusa 
 Alice Branco
 Manuel Maia

 Irene Silva, a nossa sorteada da Sessão
 Luís Pedro Viana, Amílcar Mendes e Irene Silva