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quarta-feira, 22 de abril de 2015

25 de Abril


Nos escombros do
25 de Abril. A todos os “Parlamentares” que se coçam em tal alguidar, aos fariseus/ intelectuais da política, aos empíricos comentadores e fazedores de tal Arte, à população da qual faço parte;
- Que obrariam as espingardas e canhões, se na alvorada do dia 25 de Abril, tais armas ostentassem Rosas com Cardos?!


Virgílio Liquito

terça-feira, 21 de abril de 2015

POESIA NA GALERIA sessão de Abril

 Manuel Maia
 Angelino Silva
 Luís Pedro Viana
 João Nunes Carneiro
 Guida Dias
 Manuela Caldeira
 Irene Costa
 Virgílio Liquito
 Miguel Leitão
 Irene Silva e Aires Barros fazem um dança ao som de música indiana 

 Agostinho Costa declama um poema de Daniel Horta
 A obra a sortear é a serigrafia "Tempestade no Douro", de António Lino
 Virgílio Liquito foi o sorteado da sessão


quinta-feira, 26 de junho de 2014

O QUE HÁ EM MIM É SOBRETUDO CANSAÇO



O QUE HÁ EM MIM É SOBRETUDO CANSAÇO

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

                      Álvaro de Campos
lido por Virgílio Liquito

segunda-feira, 23 de junho de 2014