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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

BATE CÁ UMA SAUDADE


BATE CÁ UMA SAUDADE

Às vezes “bate cá uma saudade”- disse!
E eu engoli a lágrima para que ela não sentisse
o tamanho da minha grávida dor!
Bate! Bate a saudade tão forte a cada hora, em cada canto da casa,
nas árvores que se vestem e despem sem ele vir…

É de manhã e à tardinha e à noite quando me deito
e tenho o leito vazio!
São os pés que me arrefecem e sinto aquele calafrio
de não encontrar a mão
nem a cabeça pousar junto do seu coração…

Bate! Bate cá uma saudade!
Quando venho para a praia e não o vejo à janela
com a toalha a acenar
Nem o seu olhar de luz eu tenho pra me beijar.

Bate! Bate cá uma saudade quando venho a conduzir
No lugar que ele ocupava! E eu ali ao seu lado!...
Ai meu Deus quanta saudade eu tenho do meu amado…


Donzilia Martins
in "Coletânea Galeria Vieira Portuense 2019"

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Poesia na Galeria 19-10-2019

Conceição Freitas
 Manuel Fernando
 Aida Duarte
 José Faria
 José Oliveira Ribeiro
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Ester de Sousa e Sá
 Paula Nisa
 Donzília Martins
 Angelino Santos Silva
 Fernanda Cardoso

quinta-feira, 21 de maio de 2015

TRÁS-OS-MONTES


TRÁS-OS-MONTES

Eu trago a alma cheia dos teus olhos
Que são fragas e montes duros de roer
Pelas vertentes alcantiladas dos abrolhos
Descem e sobem vidas cansadas de sofrer.

Perco-me na saudade das giestas em flor
Dos lilases das urzes, esteva dura e forte
Para lá dos montes, todo um céu de amor
Para cá da serra sofrimento e morte.

És máscara negra quando o Estio queima
És canseira e pão que em trabalho teima
Fazer brotar do chão árido a semente.

Ah! Quem te houvera dado essa altiva fronte
Te fizera nascer água cristalina dessa fonte
Que é vida, saudade e alma sofrida de gente.

14/05/2008

Donzilia

ETERNIDADE


ETERNIDADE

No silêncio do quarto acende-se a vida
e ela fica fluindo na janela florida
pintada de brisa ao encontro do verde
e da manhã cinzenta.

Já é tarde.
A luz macilenta
ainda nasce no despertar do vento.

Nada treme
Até o sol parou para lá da névoa branca.
Esta incerteza parda da luz sem claridade
vai diluindo e queimando as asas pela cidade.

Para onde voaram os pássaros?
Alguns estendem os olhares pelos regos da vida.
Não se ouve ninguém.
Tão pouco o murmúrio da estrada além.

Nesta quietude amortecida
vai voando a eternidade...
Silêncios...
Apenas se ouvem raios de sons e saudade.

29/03/08

Donzilia

terça-feira, 19 de maio de 2015

Poesia na Galeria

 Jorge Braga
 José Efe
 Alice Queiroz
 Maria Almeida
 João Pessanha
 José Oliveira Ribeiro
 Guida Dias
 Constância Néry
 Rogério Barbosa

Donzilia Martins