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domingo, 16 de fevereiro de 2020

José Faria


LAVRADOR BENEMÉRITO

A história escreve-se com feitos nobres,
Unindo valores que a humanidade,
Gere o progresso em seu favor;
Usemos também a mesma faculdade.
Se Augusto Simões, na sua integridade,
Tudo fez pela Maia e pelo seu povo.
Olhemos o exemplo do grande senhor.

Soube à terra falar pedindo alimento,
Investindo progresso na nossa lavoura,
Manteve o trabalho, o contentamento,
O progresso para toda a Maia vindoura.
E a sua entrega, seu ensinamento,
Se manterá sempre duradoira.

Façamos dos passos dos antepassados,
E pelos seus feitos, doravante
Renovemos o valor dos seus legados,
Reconhecendo o que é mais importante.
E nos novos passos deste presente,
Icemos bem alto esta memória,
Renovando a força da nossa gente,
A grandeza de feitos da nossa história.

Deu-se à terra que o deu e o levou,
A terra recebeu tudo o que criou.

Sempre humilde, dedicado, criador,
Iluminou a agricultura de progresso;
Labutou, chegou a comendador,
Venceu a pobreza e o retrocesso,
Ainda amamos este lavrador.
 José Faria


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

José Faria

PALAVRAS DO VENTO

Tantas palavras são proferidas,
Com peso e medida e sentimento;
Umas de verdade andam vestidas,
Outras vestidas de fingimento.
Por toda a parte lidas e ouvidas,
Na comunicação e ensinamento;
De amor e de ódio andam feridas,
Criadas no bom e mau pensamento.
São da mensagem de amor e amizade,
Cada uma delas com sua função,
Com seu valor de entendimento,
Transportam o bem e a maldade,
Nascem na boca e no coração;
Todas se perdem, vão com o vento.


José Faria

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

A QUEIMADA



A QUEIMADA

Nem demónio, nem feitiço,
Nem bruxo, nem bruxaria;
Foram capazes de enguiço,
No jantar da Galeria.

Para aquecer o toutiço,
Contra a maleita, ousadia;
Foi a queimada por isso,
Mais forte que a sangria.

Animado o ambiente,
Com a cura quente e calma
Do fogo dessa queimada

Na boca de toda a gente,
Nasceu o verso da alma
No convívio, jantarada.

José Faria

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Poesia na Galeria Novembro 2019

 Celso Miranda
 João Pessanha
 Amândio Vasconcelos
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Alexa Silva
 Francisco Felix Machado
 Paraty
 Maria Augusta da Silva Neves
 Mário Anselmo
 José Faria

Poesia na Galeria 16 Novembro 2019


  
 José Faria


 Arnaldo Teixeira Santos
 Lourdes Alegria
 António Gonçalves
 Paula Nisa

 Manuel Maia
 Ester de Sousa e Sá
 Goreti  Dias
 Dionísio Dinis
 Conceição Freitas
 Marília Teixeira
Angelino Santos Silva

terça-feira, 12 de novembro de 2019

SÃO MARTINHO


SÃO MARTINHO
(Jantar convívio da Galeria 09/11/2019)

Chegou a hora esperada,
Como fora combinada,
Para estarmos mais pertinho;

Num convívio, jantarada,
Neste encontro é cimentada,
Como manda São Martinho;

Onde as preces da queimada,
Tem mitos, contos de fada,
Como as voltas do linho:

E a mensagem declamada,
Escrita, dita, falada,
Desde o sul até ao Minho;

É palavra versejada,
É calor desta noitada,
Gravada num pergaminho;

Seja esta hora honrada,
Nesta presença agradada,
Entre o castanho e o pinho;

Que a Daniela atarefada,
Com o Filipe organizada,
São assessores de Agostinho;

E que se escreva e se pense,
Se dê à vida magia;
Porque nesta Galeria
Que é Vieira Portuense
Tudo é arte e poesia.

José Faria✍️

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

PENSAMENTOS DE UM BARDO


PENSAMENTOS DE UM BARDO

Eu sou uma irmã do vento,
A irmã do vento sou eu.
Eu sou um irmão do tempo,
O irmão do tempo é ela e também sou eu.
Eu sou uma fogueira ardente,
A fogueira ardente sou eu.
Eu sou um lume bem quente,
O lume bem quem é ela e também sou eu.
Eu sou uma mãe da água,
A mãe da água sou eu.
Eu sou um pai sem ter mágoa,
O pai sem ter mágoa é ela e também sou eu.
Eu sou uma filha da terra,
A filha da terra sou eu.
Eu sou um filho que ela encerra,
O filho que ela encerra é ela e também sou eu.
Eu sou a ono-zone pura,
A ono-zone pura sou eu.
Eu sou o éter divino que cura,
O éter divino que cura é ela e também sou eu.
Eu sou uma mulher nova,
A mulher nova sou eu.
Eu sou um homem que se renova,
O homem que se renova é ela e também sou eu.

Alice Branco 
in "Coletânea Galeria Vieira Portuense 2019"
lido por Alice Branco e José Faria

Aquela Janela Virada Pro Mar


Aquela Janela Virada Pro Mar 
Tristão da Silva 

Cem anos que eu viva não posso esquecer-me
Daquele navio que eu vi naufragar
Na boca da barra tentando perder-me
E aquela janela virada pró mar

Sei lá quantas vezes desci esse Tejo
E fui p'lo mar fora com alma a sangrar
Levando na ideia os lábios que invejo
Daquela janela virada pró mar

Marinheiro do mar Alto
Quando as vagas uma a uma
Prepararem-te o assalto
P'ra fazer teu barco em espuma

Repara na quilha, bailando na crista
Das vagas gigantes que o querem tragar
Se não tens cautela não pões mais a vista
Naquela janela virada pró mar

Se mais ainda houvesse mais fortes correra
Lembrando-me em noites de mar e de luar
Dos olhos gaiatos que estavam à espera
Naquela janela virada pró mar

Mas quis o destino que o meu mastodonte
Já velho e cansado viesse encalhar
Na boca da barra e mesmo defronte
Daquela janela virada pro mar

Marinheiro do mar alto
Olha as vagas uma a uma
Preparando-te um assalto
Entre montes de alva espuma

Por mais que elas bailem numa louca orgia
Não trazem desejos de me torturar
Como aquela doida que eu deixei um dia
Naquela janela virada pró mar

José Faria

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Poesia na Galeria Outubro 2019

 Alice Branco e José Faria
Paraty
 Paraty e Alice Branco
 António Monteiro 
Celso Miranda
 Alzira Santos
 Helena Duarte
 Fernanda Santos
 Dina Magalhães
 Alice Santos
 Adolfo Castelbranco

 Manuela Caldeira

Poesia na Galeria 19-10-2019

Conceição Freitas
 Manuel Fernando
 Aida Duarte
 José Faria
 José Oliveira Ribeiro
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Ester de Sousa e Sá
 Paula Nisa
 Donzília Martins
 Angelino Santos Silva
 Fernanda Cardoso