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sexta-feira, 22 de março de 2019

A ÚLTIMA PELE QUE DESPES É UM SOPRO



A ÚLTIMA PELE QUE DESPES É UM SOPRO

Quem se gosta mais do que gostar
é quem nos importa como o ar que se respira.

Ao longo da vida,
despimos a pele de filho ou filha
(esvazia-se-nos o peito);
alguns de nós, a pele de pai ou mãe
(esvazia-se-nos o peito).
Nus dessa pele, na verdade,
continuamos a vesti-la,
porque a memória mio a despe
(o peito, ainda assim,
esvazia-se-nos mais).

Um dia, haveremos de expelir
o ar que nos restar.
Por isso,

encho o peito,
o mais que puder, sempre que puder,
e respiro,
com ajuda de braços e dorsos,
o cheiro
da pele
de quem amo.

Sérgio Lizardo
Lido por Carlos Gomes

terça-feira, 19 de março de 2019

Poesia na Galeria 16-03-2019

 Maria Afonso Morais
 Maria Augusta da Silva Neves
 Mário Anselmo
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes
 José Faria
 Dina Magalhães
 Maria Teresa Lopes
João Pessanha
 Angelino Santos Silva
 Armando Pereira

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

RETRATO



RETRATO 

Foi a sua casa pintar-lhe o retrato.
Quando a porta abriu, lá dentro,
estava unia pessoa triste.
Os melhores retratistas são
os que captam a pessoa como ela é;
os melhores amigos são
os que captam estados de alma.
Triste, admitiu:
«tenho vestido a pele do fingimento».
Nem sempre sorrimos de alegria,
só sabe ver quem nos conhece.
Depois, com o amparo,
recuperou a postura
e a sua verdade.
O retrato ficou igual.

Sérgio Lizardo
in “A pele daquilo que somos”
Lido por Carlos Gomes

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Poesia na Galeria Fev 2019

 Maria Augusta da Silva Neves
 Helena Duarte
 António D. Lima
 Maria Adelina Gomes
 Maria Teresa Nicho
 Celso Miranda
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes
 Artur Barrios
 João Pessanha
 José Faria
 José Guterres

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

SEDA



SEDA

Amo-te. E amo amar-te.
Amar-te é um corpo esbelto
feito da união dos nossos,
traçado a transpirado de pele
em telas de lençol.
E amo que ames esse corpo-tecido,
segurando-o com as mãos
como as minhas tomam o teu
Seda: é da tua seda, este poema.

Sérgio Lizardo
in "A pele daquilo que somos"
lido por Carlos Gomes

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Poesia na Galeria Novembro 2018

Manuel Fernando
Celso Miranda
 Inês Lima
 José Guterres
 Paraty
 Paraty
 Fernanda Cardoso
 Maria de Lourdes Ferreira

 Lena Lopes
 José Faria
 Dina Magalhães
José Oliveira Ribeiro
 Luís Pedro Viana
Carlos Gomes

sábado, 27 de outubro de 2018

HOMEM, CRIANÇA



HOMEM, CRIANÇA

Foi triste seu nascimento
Mas a força de viver
Diferente no pensamento
Que ninguém pode esquecer

Já um homem na idade
Criança no seu pensar
Alegria na verdade
Está sempre a demonstrar

Suas palavras são poucas
É esta sua forma de falar
Suas gargalhadas roucas
Mas muito amor para dar

É diferente, sem diferenças
Adulto sempre criança
A sua Mãe, suas crenças
Numa vida feita de esperança…

Celso Miranda
Lido por Carlos Gomes
19/10/18

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Poesia na Galeria Outubro 2018

 Regina Bacelar
 António Monteiro
 José Faria

 Maria Teresa Nicho
 Guida Dias
João Pessanha
 Adolfo Castelbranco
 Helena Duarte
 Angelino Santos Silva
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes