Mostrar mensagens com a etiqueta ArtCar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ArtCar. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

OS AMIGOS



OS AMIGOS
                           
Os amigos são aqueles
que junto deles
nós nos sentimos bem!...
Com eles trocamos conversas
confidências diversas
e os nossos problemas também.

Um amigo vale ouro
pois ele é um tesouro
quando é verdadeiro!...
Ouve os nossos lamentos
partilha dos nossos sentimentos
e nas aflições é o primeiro.

Com eles crescemos,
convivemos ....
Ajudam-nos a defender!
Sentimo-nos amparados
são nossos aliados
e ajudam-nos a viver.

A vida tem duas vertentes
com amigos, ou independentes,
são o resultado do nosso ser (....)
Tenho amigos de verdade
usando de toda a sinceridade
e também de pureza!
Nunca falseio ninguém
e na certeza porém
sou amigo de certeza.

Também faço amigos em instantes
ricos, pobres, letrados ou ignorantes
são para mim todos iguais!
Seleciono-os e sou prudente
para mim são todos gente
sigo a educação dos meus pais.

Apuro toda a realidade
francamente e de verdade
são todos e não são nenhuns!
Humanamente falando
conviver só de vez em quando
porque verdadeiros só são alguns.

Artur Cardoso
lido por Isabel  Moura

NAS RUAS DA MINHA CIDADE!



NAS RUAS DA MINHA CIDADE!

A andar nas ruas da minha cidade,
vi a miséria de certas pessoas por uns
trocados a discutir,
rostos sem idade, tanta indignidade e
crianças pequeninas a pedir.

Nas ruas da minha cidade
vi meninas descaradas, pervertidas
e creio que mais de metade,
frustradas e convencidas.

Nas ruas da minha cidade,
ouvi histórias de paixões secretas,
encontros de desonestidade
e homens enciumados, autênticos bestas.

Nas ruas da minha cidade,
ouvi pessoas tristes e descontentes,
injustiça e tanta maldade
a serem maltratados por ignorantes.

Nas ruas da minha cidade abri horizontes,
vi esfarrapados em rixas de rua,
gente ao abandono a dormir debaixo das pontes
e sem destino a deambular como a lua.

Nas ruas da minha cidade,
agora as historias são bem diferentes,
há mais gente, mais mocidade
e os mais velhos são coerentes.

Nas ruas da minha cidade,
são discretos os marginais,
há muita luz e diversidade
e a falta de respeito é cada vez mais.

Já não sei andar nas ruas da minha cidade,
os transeuntes atropelam-se e não pedem
desculpa,
a mentira virou realidade
e ninguém é capaz de assumir a culpa.

Nas ruas da minha cidade,
os velhinhos caiem nas passadeiras ao atravessar,
já não existe amor por caridade
e se preciso for deixam-nos ficar.

Gostava de sair é noite a ver o mar,
andar descontraído em liberdade,
entrar num conhecido bar,
nas ruas da minha cidade.

Artur Cardoso
23-11-2018

AVÔ (...) conta-me uma história!



AVÔ (...) conta-me uma história!

Avô (...), avô (...) conta-me uma história
de quando vais para o mar!
Claro que sim minha netinha,
então, comecei a contar, a inventar,
uma historinha.

Principiei a história sobre o mar,
singela (...), trapalhada de quem inventa,
barquinhos ao longe a navegar
e a menina a escutar, atenta.

Lá longe (...), muito longe, no meio do mar,
brilham estrelinhas luminosas,
é o sol a cintilar e a acarinhar,
as ondas do mar misteriosas.

Fui interrompido imediatamente,
avô (...), o que quer dizer sol a cintilar?
o mesmo que brilhar e achei interessante
a sua maneira curiosa de perguntar.

Prossegui com a história do mar,
olhitos atentos de inocentes encantos,
fixos no meu olhar,
pareciam dois luzentes pirilampos.

Avô (...), os pontinhos porque estão a brilhar?
porque é o sol a bater na agua e as ondas
estão em movimento,
quanto brilho naquele inocente olhar
e na curiosidade (...), quanto encantamento.

E uma historinha adequada a sua idade
que a fez de encantamento pensar,
aprendeu que o mar é muito grande, muito bonito,
de muita profundidade
para os peixinhos poderem nadar.

A ligação de palavras singelas,
ditas com humildade de narração verdadeira,
são as mais cândidas e belas.

A historinha continuou até ao fim,
como um cântico de ensinamento apropriado
e a minha netinha ao fim disse-me assim,
AVÔ (...), OBRIGADO.

Artur Cardoso
24-01-2018
Lido por Fátima Cardoso

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Poesia na Galeria Dezembro 2018

 Adolfo Castelbranco
 Fátima Cardoso

 Artur Cardoso
 António Monteiro
Celso Miranda
 Isabel Moura
João Pessanha
 Manuel Fernando
 Conceição Freitas
Fernanda Cardoso

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

A TI MEU AMOR



A TI MEU AMOR

Nesta noite de luz prateada,
trazes o fulgor da lua no olhar,
um sorriso de bem amada,
elegância no caminhar.

Sentamo-nos calmamente a conversar,
olhamo-nos fervorosamente
e os teus olhos de luar
fixam-se nos meus intensamente.

Durante a conversa
repetimo-nos de quando em vez,
conjugando palavras sem pressa
mas com devida sensatez.

Podem ser palavras repetidas
por não temos palavras novas a dizer
mas são sentidas,
de idade a decrescer.

Nunca nos agredimos
com palavras injuriosas e obscenas
e porém não nos destrui-mos
com comportamentos de ineptas cenas.

Às vezes até podemos silenciar,
por vontade e respeito,
passarmos breves momentos sem falar
mas não apontamos um ao outro
qualquer defeito.

O tempo tem-nos posto à prova,
assim como a todos os humanos,
por certo que um dia nos cobra,
a feitura de todos estes anos.

A nossa vida já foi buliçosa,
pouco a pouco vai serenando,
como o despir de uma rosa,
pelo vento desfolhando.

A ti meu amor que a vida dei
com todo o fervor,
nunca de ti me cansei,
dando-te sempre o meu amor.

Artur Cardoso
lido por Fátima Cardoso

O PRIMEIRO BEIJO!



O PRIMEIRO BEIJO!

Delicada como uma flor,
deu-me o primeiro beijo,
profundo cheio de amor,
ávido de desejo.

A tarde caía depois do sol se por,
já quase, quase noitinha,
a sua boca sequiosa de amor,
procurou suavemente a minha.

Que momento inesquecível,
senti tamanho prazer,
bela, singela, apetecível,
jamais posso esquecer.

O primeiro é o que custa mais,
embora o mais desejado,
longe dos olhares dos pais,
ficou para sempre gravado.

(ARTCAR) Artur Cardoso
17-11-2018

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Poesia na Galeria 17-11-2018

 António Monteiro
 Fernanda Santos
 Angelino Santos Silva

 Marília Teixeira
 João Pessanha
 Beatriz Maia
 Ana Paula Dória
 Artur Cardoso
 Fátima Cardoso

 Fátima Cardoso
 Maria Teresa Lopes
Graça Silva

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A MINHA ESTRELINHA


A MINHA ESTRELINHA

Nasce a mais bonita estrelinha
tão radiosa na minha vida
como o brilho fulgente e sadio,
é o sol jubiloso que me encaminha
faz a minha existência florida
para preencher o meu vazio.

Divina seja no meu estrelato
bendito o nascer de sua hora
gerada pela natureza,
é como água pura dum regato
que em minha alma aflora
com o brilho da sua beleza.

Brilham estrelas no firmamento
tal como tu brilhas em mim
és brilho imaculado e divinal,
és luz do meu encantamento
estrelinha que brilha assim
espairece todo o meu mal.

De novo eu também renasci
para nunca a deixar apagar
dentro do meu coração,
nasce formosa dentro de mim
a mais bonita estrela a brilhar
o amor da minha paixão.

Artur Cardoso
in “Mares da Alma”

lido por Fátima Cardoso

“SER PORTUGUÊS….”


“SER PORTUGUÊS….”

Não sei se é orgulho ou vaidade
o que sinto em ser humilde e cortês
não importa ser do monte ou da cidade
o mais importante é ser português.

É ter o discernimento bem aferido
dentro do coração com amor e vaidade
ter na alma a graça de ter nascido
e ter modéstia sem alarde.

Ser português é saber ser de Portugal
que importa ser de aldeia, vila ou cidade
é saber distinguir o bem do mal
é ter carácter e dignidade.

Mas ser transmontano ou algarvio
ser regionalista ou popular
é saber viver sem usar de escárnio
é ter brio num país espectacular.

Ser português é ajudar o semelhante
respeitar o amigo ou o desconhecido
é ter o privilégio de indulto brilhante
é legitimo dever e direito concebido.

Um português algures no Universo
é como a mais bonita nota musical
o mais brilhante enaltecedor verso
orgulho nato e vaidade de Portugal.

ArtCar (Artur Cardoso)

in “Marés da Alma”

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Poesia na Galeria 20-01-2018

 Ricardo Santos
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes
 João Pessanha
 Isabel Moura e Luís Pedro Viana
 Isabel Moura
 Rosário Lemos
 José Faria
 José Oliveira Ribeiro
 Maria Antónia Ribeiro
 Helena Duarte
 Artur Cardoso
 Fátima Cardoso
 Artur Cardoso e Fátima Cardoso
 Guilherme Andrade

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Poesia na Galeria Dez 2017






 Agostinho Costa

 Arnaldo Teixeira Santos
 Guilherme Andrade
 António Gonçalves
 José Guterres
 João Bernardo
 António D. Lima
 Aurora Gaia
 Graça Silva
 Artur Cardoso

Manuel Maia