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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Deixem-me respirar devagar



Deixem-me respirar devagar
O ar puro da montanha.
Deixem-me beber água límpida
Das nascentes enquanto a há.
Deixem-me olhar o céu azul
E contar as estrelas do firmamento
Enquanto as posso ver.
Deixem-me correr e trabalhar
Por esses campos lindos
Enquanto tenho força para o fazer.
Deixem-me mostrar às crianças
Um mundo lindo
Enquanto ele ainda existe
E não é só história.
Deixem-me abraçar as pessoas
Enquanto ainda há amizade.
Deixem-me sorrir enquanto
Ainda existe alegria.
Deixem-me levar amor
A todos os corações
E dizer aos humanos
Que é preciso plantar essa semente
Que ela é o bem maior da humanidade
E a única que leva à plena felicidade.
Deem-me força para calar os que falam
De guerra, de maldade, de egoísmo
E capacidade para lhes mostrar
Que há tanto e tão bom para fazer
Em prol de um mundo melhor.
No final de tudo isto, se eu ainda existir
E tiver sido capaz de alguma destas
Coisas ter feito, subirei a montanha,
Respirarei o seu ar puro, beberei água das fontes
Límpidas nas nascentes, olharei o céu
E abraçarei as crianças para, com amor,
Lhes contar uma grande história.

Conceição Freitas

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Poesia na Galeria 16 Novembro 2019


  
 José Faria


 Arnaldo Teixeira Santos
 Lourdes Alegria
 António Gonçalves
 Paula Nisa

 Manuel Maia
 Ester de Sousa e Sá
 Goreti  Dias
 Dionísio Dinis
 Conceição Freitas
 Marília Teixeira
Angelino Santos Silva

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

PÁRA UM MOMENTO


Pára um momento
Esquece o tempo
E vem viver,
Vem comigo, não como amigo
Mas também pode ser.

Há dias lindos lá fora
E eu vejo chegar a hora
De não pensar e viver
Longe da perturbação,
Em perfeita comunhão
Com o todo que é o teu ser.

Juntos veremos nosso rosto
No espelho que é o olhar,
Olhar que a ti me prendeu
Nesse azul vindo do céu
E na prata que é o luar.

Presa a ti não sei quem sou
Mas também não quero saber,
Quero sim essa prisão
Que quase me deixa louca
Ao sentir a tua boca
Num gesto de adoração.

A este todo que sou eu
A este ser que é teu
A esta vida que te dei,
Dedicada até à raiz
Para que fosses feliz
Mas o porquê nem eu sei.

Conceição Freitas

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Poesia na Galeria 19-10-2019

Conceição Freitas
 Manuel Fernando
 Aida Duarte
 José Faria
 José Oliveira Ribeiro
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Ester de Sousa e Sá
 Paula Nisa
 Donzília Martins
 Angelino Santos Silva
 Fernanda Cardoso

sábado, 28 de setembro de 2019

FACEBOOK 2019



FACEBOOK 2019

Não sei eu,
Não sabe ninguém
Porque é que a mágoa
Se transforma em água
Nesse teu olhar,
Nem o porquê da tristeza
Que em teu rosto
Mostra o desgosto
Sem nada falar.
Nas duas se lê,
Em letras marcantes,
Palavras mostradas
Pelas dores gravadas
Em formas fracturantes.
São dores que doem forte
No corpo, na alma,
Que se não acalma,
Mas não chora sozinha
Porque há um coração
Ferido de emoção
Que triste definha.
É um corpo em demanda
Onde a mente não comanda
Tal situação,
Que faz com que a mágoa
Se transforme em água
Num rio de emoção.
Às vezes são instantes
Mas outras são constantes
E é preciso agir
Contra toda essa dor
Para que toda essa água
Não corra por mágoa,
Mas sim por amor.

Conceição Freitas

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Poesia na Galeria 21-09-2019

Maria Afonso Morais

Fernanda Santos
José Faria
José Oliveira Ribeiro
Fernando Costa
Aida Duarte
Conceição Freitas
Celso Miranda
Pompeu Pais
Celso Miranda
Helena Duarte
Adolfo Castelbranco

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Poesia na Galeria 17-08-2019








 Eunice Amorim
 Eunice Amorim
 Eunice Amorim
 Conceição Freitas
 Fernando Costa
 António Gonçalves
 José Gonçalves
 Manuel Maia
 João Bernardo
 Sophia Costa
 Helena Duarte
 Fernando Santos
 Celso Miranda
Fernanda Cardoso