Mostrar mensagens com a etiqueta ÁFRICA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ÁFRICA. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

“O RENASCER DO MUNDO DE AMOR!...”


“O RENASCER DO MUNDO DE AMOR!...”

Neste encruzilhado... caminho da vida,
num misto de melancolia e de alegria...
eu estou sempre, “agradecida...”
por a “dádiva da Vida!...”

E, “a crescer e a viver...”
lembro o doce tempo...“da minha infância!”
O doce tempo...“no aconchego de encanto e de alegria...”
embalada no amor...dessa doce vivência!”

Assim, “eu cresci... sorri, amei!...”
Ao encontro da vida, “eu caminhei...”
e estremeci... “neste mundo de inconstância...”
e estremeci... “neste mundo de desumanidade...”

Assim, “eu não sei viver...”
e, “como uma criança...”
no meu dia a dia, 
“eu estou a crescer...”
neste meu querer...
de viver em consonância de consciência...
e sempre a esperar, “a merecida bem-aventurança...”
para esta tão crucificada... Humanidade!”

“Cresço a tactear...” no meu caminhar
E sempre a querer, “o amor emanar...”
e sempre a querer, “me doar ao amor...”
e sempre a querer, “um Mundo melhor!...”

“Cresço a tactear...” no meu caminhar
“e neste meu querer...” sempre a acreditar, “eu fico a esperar...”
“O RENASCER DO MUNDO DE AMOR!...”


As consciências adormecidas...
“deveriam acordar…
para um horizonte de Dignidade e Humanidade...”

Helena Duarte
in “Colectânea Galeria Vieira Portuense 2014”

quarta-feira, 25 de março de 2015

ÁFRICA


ÁFRICA

Eram tardes quentes, secas
Quase impossíveis de se respirar,
O ar era denso,
Intransponível num simples olhar.
As árvores, impávidas, não oscilavam,
Porque o vento não soprava.
Tudo parecia ter adormecido,
Suava-se copiosamente,
Mesmo abrigados,
Pelas frondosas copas,
Das gigantescas árvores.
Perscrutávamos as estradas
De terra batida, de pó compacto,
De cor vermelha.
Fascinava aquele vermelho do chão,
Que ainda mais realçava,
O verde da vegetação.
Tudo em volta era solidão,
Pacificadora da Terra.
Se por um lado tudo era belo,
Apesar do mormaço
Por outro, assustava um pouco,
A simbiose de calor com solidão.
Mas era África no seu apogeu climático,
Era a beleza pura,
Mesmo sufocante do calor,
Num território encantador,
Pois, havia a flora a fauna, fabulosas.
Avistavam-se a curta distância,
Animais selvagens,
Pachorrentos, inofensivos.
Era a pujança de uma terra,
De um imenso e belo continente,
Angola,
África.

José Carlos Moutinho
in “Da Inquietude das Palavras”
lido por Sebastião Oliveira