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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

LIBERDADE



LIBERDADE

O poema é
A liberdade

Um poema não se programa
Porém a disciplina
— Sílaba por sílaba —
O acompanha

Sílaba por sílaba
O poema emerge
— Como se os deuses o dessem
O fazemos

Sophia de Mello Breyner
in “O Nome das Coisas”
lido por Fernanda Rosas

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Poesia na Galeria Novembro 2019

 Celso Miranda
 João Pessanha
 Amândio Vasconcelos
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Alexa Silva
 Francisco Felix Machado
 Paraty
 Maria Augusta da Silva Neves
 Mário Anselmo
 José Faria

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

II



II

Florbela não foi à monda
nem às searas ceifar.

Nasceu senhora da vila:
— nunca as suas mãos esguias
colheram as azeitonas
nos galhos das oliveiras.

Mas ela sabia tudo
que há no coração da gente:
— ouviu a gente cantar.

Desde menina cresceu
ouvindo a gente cantar
em ranchos, pelos montados,
quando a noite vai subindo!...

Manuel da Fonseca
in “Obra poética”
lido por Fernanda Rosas

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Poesia na Galeria 19-10-2019

Conceição Freitas
 Manuel Fernando
 Aida Duarte
 José Faria
 José Oliveira Ribeiro
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Ester de Sousa e Sá
 Paula Nisa
 Donzília Martins
 Angelino Santos Silva
 Fernanda Cardoso

sábado, 28 de setembro de 2019

CANÇÃO


CANÇÃO

Tinha um cravo no meu balcão;
veio um rapaz e pediu-mo
— mãe, dou-lho ou não?

Sentada, bordava um lenço de mão;
veio um rapaz e pediu-mo
— mãe, dou-lho ou não?

Dei um cravo e dei um lenço,
só não dei o coração;
mas se o rapaz mo pedir
— mãe, dou-lho ou não?

Eugénio de Andrade
in “Primeiros poemas, as mãos e os frutos, os amantes sem dinheiro”
 lido por Fernanda Rosas

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Poesia na Galeria 21 de Setembro 2019

 Fernanda Rosas a ver a exposição de Novais





 Arnaldo Teixeira Santos
 Francisco Ferreira
 Rosa Valente
 Fernando Santos
 Maria Teresa Nicho


 José Carlos Costa
 António Gonçalves
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
Goreti Dias
 Dionísio Dinis
 Paula Nisa

terça-feira, 25 de junho de 2019

O BÚZIO



O BÚZIO

Quando escuto o búzio
muito velho e muito tosco
que tenho no meu quarto,
adivinho o mar
com o sal da vida
a distribuir energias.

Medito
e escuto repetidamente.
Uma força em mim
faz destruir as palavras
que me incomodam.
Uma aragem de frescura
paira no ar!...

Reparo, então, como é
bonito o búzio muito velho
e muito tosco,
que tenho no meu quarto!...

Céu Guedes
in “Coletânea Galeria Vieira Portuense 2018”
Lido por Fernanda Rosas

quarta-feira, 19 de junho de 2019