Mostrar mensagens com a etiqueta Celina Parente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Celina Parente. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de março de 2016

Diz-me



Diz-me
caminhar para onde?
Em que lugar te posso encontrar?
Dizem-me para olhar as estrelas
e na mais brilhante acreditar,
Mas essas luzes cintilantes
já não me satisfazem...
Quero-te encontrar,
ouvir a tua voz,
Sentir o teu abraço,
saber que és tu!
Diz-me para onde caminhar,
Um lugar mais além das estrelas,
Mais além desse pedaço de chão fundido
Onde em breves palavras escreveram o teu nome
e com tinta preta acrescentaram
Aqui jaz uma vida roubada.
Diz-me onde te encontrar
para além desse lugar sem vida
Onde flores murcham,
A saudade flori
E as memórias doem.
Diz-me onde te encontrar...
Diz-me!

Celina Parente

Lido por Irene Silva

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Doem-me as lágrimas


Doem-me as lágrimas
que bordam o teu olhar,
Serram me as correntes que te prendem o andar,
Magoa-me ouvir-te dizer que já não podes como podias.
Mergulho na incerteza do tempo
E dos gestos que teimas esconder,
Das palavras que não queres dizer...
Doi-me olhar o caminho
ver os teus passos fraquejarem
na calçada que já mal consegues percorrer.
Dói-me a dor que te consome
E o tempo que te fez envelhecer
Negando-te a cada dia o chão que teimas pisar.
Eu sei, calei o meu sentir
fingi até não te ouvir... quase não te quis falar de mim.
Teimei partir,
Fiz de conta que por baixo de um céu cinzento
o sol raiava,
Não leves a mal... Apenas tive medo de te ver chorar.
Eu que pensei não ter medo de te falar
Afinal... faltou-me a coragem.
Deixa... talvez seja este o nosso jeito de seguir.
Entre o que dizemos e o que preferimos calar
Há uma história de amor sem final,
Escrita além da distância, com gotas de saudade
E perfume de ternura...
Há nas mãos que escrevem a marca eterna das tuas
Há na alma que se desnuda
A imagem do teu rosto,
Cada gesto teu, meu... Nosso,
Há saudade da menina que nos teu colo foi rainha
E verdade da mulher que sou.
Há esperança de te abraçar,
Dor de saber que abraços não são eternos,
Medo, muito, do tempo que por nós passa a correr!

Celina Parente

Liso por Irene Silva

quarta-feira, 29 de julho de 2015

TEMPO


TEMPO

Há palavras e abraços que as horas afastaram
Mas o tempo não os matou
Há um lugar tão vazio do teu corpo
E tão cheio dos sorrisos
que hoje choro.
Há um poema que perdeu a voz
Mas quis o papel guarda-lo.
Há pegadas que o caminho recusou gravar
Mas ficou nos sapatos
a marca da calçada...
Há nos ponteiros do relógio um bailado apressado
Não sei se nos afasta ou se torna o tempo mais curto
Para que nos possamos reencontrar.

O velho calendário, aquele
que separou as nossas mãos
Traz-me tanto de ti e leva tanto de mim
em cada página virada.
Mas eu acredito,
mesmo que seja ilusão, não importa...
Porque eu quero acreditar!
Acredito que um dia os nossos caminhos
se voltem a cruzar
E as nossas mãos se voltem a encontrar
num abraço só teu
Que guardo para te dar.

Celina Parente

terça-feira, 28 de julho de 2015

Poesia na Galeria 18 de Julho

 Miguel Leitão
 Celina Parente
 Paraty
 Acilda Almeida
 Manuela Caldeira
 Maria da Glória
 Maria da Glória
 Agostinho Costa divulga a serigrafia para sorteio


 Manuela Caldeira e David Cardoso