NAS RUAS
DA MINHA CIDADE!
A andar
nas ruas da minha cidade,
vi a
miséria de certas pessoas por uns
trocados
a discutir,
rostos
sem idade, tanta indignidade e
crianças
pequeninas a pedir.
Nas ruas
da minha cidade
vi meninas
descaradas, pervertidas
e creio
que mais de metade,
frustradas
e convencidas.
Nas ruas
da minha cidade,
ouvi histórias
de paixões secretas,
encontros
de desonestidade
e homens
enciumados, autênticos bestas.
Nas ruas
da minha cidade,
ouvi
pessoas tristes e descontentes,
injustiça
e tanta maldade
a serem
maltratados por ignorantes.
Nas ruas
da minha cidade abri horizontes,
vi
esfarrapados em rixas de rua,
gente ao
abandono a dormir debaixo das pontes
e sem
destino a deambular como a lua.
Nas ruas
da minha cidade,
agora as
historias são bem diferentes,
há mais gente,
mais mocidade
e os mais
velhos são coerentes.
Nas ruas
da minha cidade,
são
discretos os marginais,
há muita
luz e diversidade
e a falta
de respeito é cada vez mais.
Já não
sei andar nas ruas da minha cidade,
os
transeuntes atropelam-se e não pedem
desculpa,
a mentira
virou realidade
e ninguém
é capaz de assumir a culpa.
Nas ruas
da minha cidade,
os velhinhos
caiem nas passadeiras ao atravessar,
já não
existe amor por caridade
e se
preciso for deixam-nos ficar.
Gostava
de sair é noite a ver o mar,
andar descontraído
em liberdade,
entrar
num conhecido bar,
nas ruas
da minha cidade.
Artur
Cardoso
23-11-2018

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