quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

AVÔ (...) conta-me uma história!



AVÔ (...) conta-me uma história!

Avô (...), avô (...) conta-me uma história
de quando vais para o mar!
Claro que sim minha netinha,
então, comecei a contar, a inventar,
uma historinha.

Principiei a história sobre o mar,
singela (...), trapalhada de quem inventa,
barquinhos ao longe a navegar
e a menina a escutar, atenta.

Lá longe (...), muito longe, no meio do mar,
brilham estrelinhas luminosas,
é o sol a cintilar e a acarinhar,
as ondas do mar misteriosas.

Fui interrompido imediatamente,
avô (...), o que quer dizer sol a cintilar?
o mesmo que brilhar e achei interessante
a sua maneira curiosa de perguntar.

Prossegui com a história do mar,
olhitos atentos de inocentes encantos,
fixos no meu olhar,
pareciam dois luzentes pirilampos.

Avô (...), os pontinhos porque estão a brilhar?
porque é o sol a bater na agua e as ondas
estão em movimento,
quanto brilho naquele inocente olhar
e na curiosidade (...), quanto encantamento.

E uma historinha adequada a sua idade
que a fez de encantamento pensar,
aprendeu que o mar é muito grande, muito bonito,
de muita profundidade
para os peixinhos poderem nadar.

A ligação de palavras singelas,
ditas com humildade de narração verdadeira,
são as mais cândidas e belas.

A historinha continuou até ao fim,
como um cântico de ensinamento apropriado
e a minha netinha ao fim disse-me assim,
AVÔ (...), OBRIGADO.

Artur Cardoso
24-01-2018
Lido por Fátima Cardoso

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