AVÔ (...)
conta-me uma história!
Avô
(...), avô (...) conta-me uma história
de quando
vais para o mar!
Claro que
sim minha netinha,
então,
comecei a contar, a inventar,
uma
historinha.
Principiei
a história sobre o mar,
singela
(...), trapalhada de quem inventa,
barquinhos
ao longe a navegar
e a
menina a escutar, atenta.
Lá longe
(...), muito longe, no meio do mar,
brilham
estrelinhas luminosas,
é o sol a
cintilar e a acarinhar,
as ondas
do mar misteriosas.
Fui
interrompido imediatamente,
avô
(...), o que quer dizer sol a cintilar?
o mesmo
que brilhar e achei interessante
a sua
maneira curiosa de perguntar.
Prossegui
com a história do mar,
olhitos
atentos de inocentes encantos,
fixos no
meu olhar,
pareciam
dois luzentes pirilampos.
Avô
(...), os pontinhos porque estão a brilhar?
porque é
o sol a bater na agua e as ondas
estão em
movimento,
quanto
brilho naquele inocente olhar
e na
curiosidade (...), quanto encantamento.
E uma
historinha adequada a sua idade
que a fez
de encantamento pensar,
aprendeu
que o mar é muito grande, muito bonito,
de muita
profundidade
para os
peixinhos poderem nadar.
A ligação
de palavras singelas,
ditas com
humildade de narração verdadeira,
são as
mais cândidas e belas.
A
historinha continuou até ao fim,
como um cântico
de ensinamento apropriado
e a minha
netinha ao fim disse-me assim,
AVÔ
(...), OBRIGADO.
Artur
Cardoso
24-01-2018
Lido
por Fátima Cardoso
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