terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

NAMORA COMIGO!



NAMORA COMIGO!

Vai ser hoje, pensei. Tudo porque existes e em passar por mim persistes. Seja de manhã, seja de tarde! Quando por ti passo, quando para ti olho, não sei porquê, sinto que o meu coração se incendeia e por ti arde.
Não aguento mais. Há dias, decidi: vai ser hoje. Peguei numa folha A4, peguei numa pena e eis-me a escrever-te, não sei se em forma de prosa, se em forma de poema. Sei que quando por mim passas, e que em passar por mim persistes, quando isso acontece, vejo-te já como um poema e o dia fica cheio de poesia.
A razão de te escrever é para que saibas que fico ansioso à espera da tua resposta. E aqui eu te peço: namora comigo!
Quem sabe se depois de acompanhar a poesia do teu olhar, o teu doce menear, a tua serenidade corporal, não casamos e, depois, poemas de amor um ao outro recitamos? Talvez um poema, em coautoria contigo, passados alguns meses, editemos.
Foi hoje. Ficas a saber o que me provocas quando por mim passas.
Namora comigo. Quando me abraças? Casa comigo para, depois, eu, que sou escritor e poeta, ler no teu corpo, no teu olhar, no teu coração, amor para toda a vida. Fico à espera da tua resposta. Fico à espera do teu por mim novo passar. Será que posso acompanhar-te? Será um bom começo. Depois, bem, depois virá o resto...
Assina aquele que quando por ele passas persistes em o olhar e acabas, sempre, por o seu coração incendiar! Tu sabes quem.
Espero que passe a ser teu amor, teu bem.
Namora comigo!

Silvino Figueiredo

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