NAMORA COMIGO!
Vai ser hoje, pensei.
Tudo porque existes e em passar por mim persistes. Seja de manhã, seja de
tarde! Quando por ti passo, quando para ti olho, não sei porquê, sinto que o
meu coração se incendeia e por ti arde.
Não aguento mais. Há
dias, decidi: vai ser hoje. Peguei numa folha A4, peguei numa pena e eis-me a
escrever-te, não sei se em forma de prosa, se em forma de poema. Sei que quando
por mim passas, e que em passar por mim persistes, quando isso acontece,
vejo-te já como um poema e o dia fica cheio de poesia.
A razão de te escrever é
para que saibas que fico ansioso à espera da tua resposta. E aqui eu te peço:
namora comigo!
Quem sabe se depois de
acompanhar a poesia do teu olhar, o teu doce menear, a tua serenidade corporal,
não casamos e, depois, poemas de amor um ao outro recitamos? Talvez um poema,
em coautoria contigo, passados alguns meses, editemos.
Foi hoje. Ficas a saber o
que me provocas quando por mim passas.
Namora comigo. Quando me
abraças? Casa comigo para, depois, eu, que sou escritor e poeta, ler no teu corpo,
no teu olhar, no teu coração, amor para toda a vida. Fico à espera da tua
resposta. Fico à espera do teu por mim novo passar. Será que posso
acompanhar-te? Será um bom começo. Depois, bem, depois virá o resto...
Assina aquele que quando
por ele passas persistes em o olhar e acabas, sempre, por o seu coração
incendiar! Tu sabes quem.
Espero que passe a ser
teu amor, teu bem.
Namora comigo!
Silvino
Figueiredo
Sem comentários:
Enviar um comentário