quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

NAS FAVELAS DA MORTE


NAS FAVELAS DA MORTE

Caída a noite densa plena e cerrada
num canto do planeta, já silencioso
percebe-se no rosto toda a amargura
de um jovem agarrado à esperança.
- No alto de uma favela suja, estirada,
no pátio sebento, um corpo ditoso
estremece - veste uma roupa escura
que tinge o chão com sangue de criança.

Rola pela terra uma lagrima teimosa;
_ o soluço dum jovem impotente
defronta-se com a morte que se anuncia
impávida ante uma submissa prece.
- Fecha-se a noite numa manhã ditosa,
e o jovem assume-se homem presente
abrindo uma sepultura a luz do dia,
depondo nela o que a vida já não oferece.

Cito Loio
11-12-13 de Dezembro 2018
Lido Por Maria Teresa Lopes

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