NAS
FAVELAS DA MORTE
Caída a
noite densa plena e cerrada
num canto
do planeta, já silencioso
percebe-se
no rosto toda a amargura
de um
jovem agarrado à esperança.
- No alto
de uma favela suja, estirada,
no pátio
sebento, um corpo ditoso
estremece
- veste uma roupa escura
que tinge
o chão com sangue de criança.
Rola pela
terra uma lagrima teimosa;
_ o soluço
dum jovem impotente
defronta-se
com a morte que se anuncia
impávida
ante uma submissa prece.
-
Fecha-se a noite numa manhã ditosa,
e o jovem
assume-se homem presente
abrindo
uma sepultura a luz do dia,
depondo
nela o que a vida já não oferece.
Cito
Loio
11-12-13
de Dezembro 2018
Lido
Por Maria Teresa Lopes

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