Deixa voar até nós o
pássaro
das ilusões.
Deixa dançar as flores
com o vento
porque celebram o
solstício de verão.
Deixa que o nosso
olhar se perca
na longitude,
permitindo-lhe
assim achar a
proximidade.
Deixa que â sinfonia
do amor
flua dentro de nós e
que
a vertigem poética das
palavras
nos faça saltar o
precipício
dos sonhos.
Deixa que o manto
escuro
da noite nos envolva,
enquanto estivermos
perto da orla do dia.
Deixa que as estrelas
nos indiquem
o rumo certo do acaso.
Deixa que a vida nos
sugue e a lucidez
nos cegue.
Deixa que as águas
límpidas nos matem
esta sede e este
desejo de viver!
Kim
Berlusa
in “Valsa
da Vida”
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