terça-feira, 29 de agosto de 2017

A MINHA CIDADE


A MINHA CIDADE

É de granito molhado
magoado pelas chuvadas
violentas
sedentas de frutos e arados!
Que estranho é este silêncio
dormente,
onde faltam correrias,
tacões que ficam
no empedrado da calçada!
Crianças que aos bandos
deixavam gritos
escritos
nas casas de ferro forjado
adornadas!
Pregões carimbados em vozes
roucas
que de manhã teciam vida
a caminho dos velhos mercados!
Notícias que passavam
repetidamente no fundo da Avenida,
enquanto se tomava um café
ali ao pé, no mítico Guarani!
Nota-se uma certa tristeza
nesta cidade negra
esperando melhor sorte,
outro Norte!

Maria Olinda Sol
Lido por Agostinho Costa

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