CORRE O RELÓGIO
Já não tenho tempo
faltam-me as horas
o relógio não espera
se tanto demoras
não espero por ti
vou seguindo
pelo meu caminho
aqui.
Já não sei onde moras
nem a cor dos teus
olhos
esqueci os teus beijos
não lembro de nada
partiste para sempre
para outra jornada
coração intempestivo
foste alegre e triste
nem disseste adeus
no momento em que
partiste,
mão no coração
fingindo ter dor
safadeza pura
em nome do amor.
Adelina
Charneca
in “Poesia
de Silêncios”
lido
por Carlos Gomes
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