terça-feira, 29 de agosto de 2017

CORRE O RELÓGIO


CORRE O RELÓGIO

Já não tenho tempo
faltam-me as horas
o relógio não espera
se tanto demoras
não espero por ti
vou seguindo
pelo meu caminho
aqui.
Já não sei onde moras
nem a cor dos teus olhos
esqueci os teus beijos
não lembro de nada
partiste para sempre
para outra jornada
coração intempestivo
foste alegre e triste
nem disseste adeus
no momento em que partiste,
mão no coração
fingindo ter dor
safadeza pura
em nome do amor.

Adelina Charneca
in “Poesia de Silêncios”

lido por Carlos Gomes

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