NAVEGANDO
Hoje, andei no mar
Onde permaneci a noite
inteira,
Sai e entrei pela foz,
rumo há Ribeira,
Para ali o barco acostar;
Mas antes passei pela
Afurada
Que não saudou a minha
entrada
E eu ali, só vi estendal
e paus no ar.
Com fraldas e lençóis
feitos bandeira,
Não parei, porque o meu
destino era a Ribeira.
No ar vinham gaivotas,
De viagens tão remotas,
Num oceano perdido.
Elas vinham a planar e a
piar
Iam-me segredando ao
ouvido
Que o Porto pela sua
natureza,
Ele tem muita beleza
E no Porto tenho um bom
amigo.
O barco ia navegando,
A corrente da maré ia
rasgando
Que se desfazia em espuma
branca,
Qual neve amontoada,
depressa a quilha cortava,
O vestido da noiva
desposada.
Quando a ribeira cheguei,
Depressa o barco amarrei
E logo se fez balouçar
É o Douro o meu amigo
Que tem no Porto um
abrigo,
Onde o Turista gosta de
estar.
Em seguida subi a calçada
E a esta galeria vim
parar.
Encontro uma casa de
pedra granítica
Que tem nas paredes
molduras coloridas,
Por aqui passa a cultura
de muitas vidas
Que gostam de apresentar
E eu tenho a certeza
Que a escrita traz beleza
A esta casa a este lugar.
Onde há abraços e
beijinhos
Acompanhados com sorrisos
e carinhos
Que sabem bem saborear
E cada um na sua
fisionomia
Passa aqui um bom resto
de dia
Pincelando o verbo amar.
A corrente inspirou o
poeta
A musa é outra senhora
Qualquer dia se calhar
Voltarei aqui para
declamar
Digo adeus e venho
embora.
João
Bernardo
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