A TI MEU AMOR
Nesta noite de luz prateada,
trazes o fulgor da lua no olhar,
um sorriso de bem amada,
elegância no caminhar.
Sentamo-nos calmamente a conversar,
olhamo-nos fervorosamente
e os teus olhos de luar
fixam-se nos meus intensamente.
Durante a conversa
repetimo-nos de quando em vez,
conjugando palavras sem pressa
mas com devida sensatez.
Podem ser palavras repetidas
por não temos palavras novas a dizer
mas são sentidas,
de idade a decrescer.
Nunca nos agredimos
com palavras injuriosas e obscenas
e porém não nos destrui-mos
com comportamentos de ineptas cenas.
Às vezes até podemos silenciar,
por vontade e respeito,
passarmos breves momentos sem falar
mas não apontamos um ao outro
qualquer defeito.
O tempo tem-nos posto à prova,
assim como a todos os humanos,
por certo que um dia nos cobra,
a feitura de todos estes anos.
A nossa vida já foi buliçosa,
pouco a pouco vai serenando,
como o despir de uma rosa,
pelo vento desfolhando.
A ti meu amor que a vida dei
com todo o fervor,
nunca de ti me cansei,
dando-te sempre o meu amor.
Artur Cardoso
lido por Fátima Cardoso
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