VERÃO
Não me digas que o verão
acabou,
Se te safaste e mesmo das
estrepitosas quedas
Com que a juventude te
brindou,
Saboreias ainda o mar, do
sol em labaredas
A busca de felicidade
continua
No arriscar o couro e
cabelo,
A vida imensa se perpetua
Das visões em profano
apelo
À meia-idade que te
desespera,
Quando a fúnebre teimosia
do sossego actua,
Responde alto e com som
vocifera:
Que o mundo ainda está
por descobrir
A desilusão é o caminho
que se supera
Nas reviravoltas dos
sonhos a assumir.
Noé Alves
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