AMOR
FALA-ME DE TI
Fala-me
de ti
Dos
vestidos das bonecas, dos brinquedos
Do
teu sentir, dos teus sonhos, dos teus medos
Desses
livros infantis que eu nunca li.
Fala-me
de ti
Da
inocência com que buscas a beleza
Da
educadora que te chama de princesa
Da
felicidade do amigo que sorri
Fala-me
de ti
Das
birras pela manhã, tão frequentes
Da
perrice para lavar os dentes
Dessa
vontade de seres tu, em tudo e em ti
Fala-me
de ti
Talvez
me ensines algo que eu nunca aprendi
Tenho
o ar de um avô bem comportado
Mas
afinal, eu sou mesmo igual a ti.
António
Faria
in
“Nós”
lido por Beatriz Maia
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