Mostrar mensagens com a etiqueta Ricardo Braga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ricardo Braga. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ÂNGULO



ÂNGULO

Aonde irei neste sem-fim perdido,
Neste mar oco de certezas mortas? -
Fingidas, afinal, todas as portas
Que no dique julguei ter construído...

- Barcaças dos meus ímpetos tigrados,
Que oceano vos dormiram de Segredo?
Partiste-vos, transportes encantados,
De embate, em alma ao roxo, a que rochedo?...

- Ó nau de festa, ó ruiva de aventura
Onde, em Champanhe, a minha ânsia ia,
Quebraste-vos também ou, por ventura,
Fundeaste a Ouro em portos de alquimia?...
…………………………………………………..
…………………………………………………..
Chegaram à baía os galeões
Com as sete Princesas que morreram.
Regatas de luar não se correram...
As bandeiras velaram-se, orações...

Detive-me na ponte, debruçado,
Mas a ponte era falsa - e derradeira.
Segui no cais. O cais era abaulado,
Cais fingido sem mar á sua beira...

- Por sobre o que Eu não sou há grandes pontes
Que um outro, só metade, quer passar
Em miragens de falsos horizontes -
Um outro que eu não posso acorrentar...

Mário de Sá-Carneiro
in “Obra Poética”
lido por Ricardo Braga

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

SILÊNCIO


SILÊNCIO

Que martírio,
Atormenta-me o barulho do silêncio,
E eu que julgava poder descansar em meu leito,
Que cacofonia ecoa na minha cabeça,
Que silêncio,
Que calma, que harmonia,
Que paz, que amor, que silêncio,
AHHHH...!
Estou a dar em louco,
Que inferno que é a calma,
Que ódio imoral à paz,
I don't understand,
Je ne comprends pas,
Eu não entendo,
Que loucura,
E eu que nunca falei línguas,
Vou mas é fechar os olhos
E esperar que o dia acorde.

Ricardo Braga
in “O Espaço do Ser”
2014

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Poesia na Galeria - Dezembro

 Sebastião Oliveira
 Ricardo Braga
 Jorge Braga
 Toniantonio
 Alice Branco
 Beatriz Maia
 Adolfo Castelbranco
 José Efe declama um poema em conjunto com Adolfo Castelbranco
 Irene Costa
 Lourdes dos Anjos
 Angelino Santos Silva
 Luís Pedro Viana
 José Efe
Dina Magalhães

sábado, 3 de janeiro de 2015

É TÃO FÁCIL ESCREVER UM POEMA



É TÃO FÁCIL ESCREVER UM POEMA

É tão fácil escrever um poema,
abstrair-se da realidade,
beber das águas d’ouro,
escrevinhar o papel sem
nunca ter pegado na caneta,
visualizar o futuro erraticamente,
sonhar, tocar levemente,
rasgar os céus
com asas de cera,
beijar a imaginação,
É tão fácil escrever um poema,
parir versos de cetim,
tocar corações,
criar revelações,
fugir da dor, esquecendo o tema,
embebedar-se nas palavras divinas.
É tão fácil escrever um poema.

Ricardo Braga

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

POESIA NA GALERIA 20 de Dezembro

 Francisco Ferreira
 Dionísio Dinis
 Angelino Silva e Conceição Lages
 Emília Costa
 Lourdes dos Anjos
 Paraty
 Jorge Braga
 Fátima Cardoso
 João Pessanha
 Ricardo Braga
 Helena Duarte
 José Oliveira Ribeiro

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

RAIVA



RAIVA

Sem tempo para nada,
esforço-me para buscar
dentro de mim tudo
o que não possua.
A vida é curta,
e estrada se mostra
tortuosa, infindável.
O desdenho das montanhas
me toma, a raiva que
tenho de nada em especial
aflora no meu peito,
e pensamentos de vingança
p’ra com o mundo
inspiram o monstro
que se cria em cada segundo,
e eu deixei de ser eu,
e eu deixo de ser livre,
e morro,
Ah… ainda bem qu’eu morri

Ricardo Braga

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Poesia na Galeria 15-11-14

 Fernanda Cardoso
 José Oliveira Ribeiro
 José Oliveira Ribeiro
 Alzira Santos
 Alzira Santos
 Goreti Dias
 Goreti Dias
 Dionísio Dinis
 Dionísio Dias
 João Pessanha
 João Pessanha
 Fernando Morais
 Fernando Morais
 Jorge Braga
 Jorge Braga
 Ricardo Braga
 Ricardo Braga
 toniantonio
 toniantonio
 Luís Pedro Viana
 Luís Pedro Viana
 Onofre Varela
 Onofre Varela
 Manuela Caldeira
Manuela Caldeira