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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

DEZ RÉIS DE ESPERANÇA


DEZ RÉIS DE ESPERANÇA

Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos  
até os fazer em sangue.

António Gedeão
in “Poemas escolhidos”
lido por Maria Augusta da Silva Neves

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Poesia na Galeria 16-09-2017

 Eunice Amorim


 Lourdes Alegria
 Arnaldo Teixeira Santos
 Conceição Freitas
 Guilherme Andrade
 António Gonçalves
 Maria Augusta da Silva Neves
 Maria Afonso Morais


 Jacinta Quelhas
Dionísio Dinis

sábado, 26 de agosto de 2017

POEMA DO FECHO ÉCLAIR


POEMA DO FECHO ÉCLAIR

Filipe II tinha um colar de oiro,
tinha um colar de oiro com pedras rubis.
Cingia a cintura com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco,
e a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da Terra,
foi senhor do Mundo,
nada lhe faltava
Filipe Segundo.

Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safiras, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo,
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
pelicas de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.

O que ele não tinha
era um fecho éclair.

António Gedeão
in “Poemas escolhidos”

lido por Maria Augusta da Silva Neves

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

POESIA NA GALERIA

 Fernanda Cardoso
 Eunice Amorim



 Eunice Amorim tira o número do sorteado da sessão
 Oliveira Ribeiro foi o recebeu a serigrafia, do sorteio, de Ariosto Madureira



 Maria Olinda Sol, Helena Duarte, Maria Afonso Morais, 
Maria Adelina Gomes e Maria Augusta da Silva Neves

Agostinho Costa e Fernanda Cardoso

Poesia na Galeria 19 de Agosto

 Maria Augusta da Silva Neves
 Maria Afonso Morais
José Oliveira Ribeiro

 Helena Duarte
 Isabel Moura
 Fernanda Cardoso
 Alice Branco
 Lúcia Martins
 Artur Cardoso
 Oliveira Ribeiro
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes

Poesia na Galeria 19 de Agosto

 Anselmo Simões


 Maria Augusta da Silva Neves, Maria Afonso Morais e uma amiga





 Agostinho Costa
 Eunice Amorim 

 Anselmo Simões
 Arnaldo Teixeira Santos
 Maria Helena
Conceição Lages
 Guilherme Andrade
Lourdes Alegria
 Conceição Freitas
Graça Silva