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sábado, 26 de agosto de 2017

POEMA DO FECHO ÉCLAIR


POEMA DO FECHO ÉCLAIR

Filipe II tinha um colar de oiro,
tinha um colar de oiro com pedras rubis.
Cingia a cintura com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco,
e a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da Terra,
foi senhor do Mundo,
nada lhe faltava
Filipe Segundo.

Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safiras, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo,
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
pelicas de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.

O que ele não tinha
era um fecho éclair.

António Gedeão
in “Poemas escolhidos”

lido por Maria Augusta da Silva Neves

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

POESIA NA GALERIA

 Fernanda Cardoso
 Eunice Amorim



 Eunice Amorim tira o número do sorteado da sessão
 Oliveira Ribeiro foi o recebeu a serigrafia, do sorteio, de Ariosto Madureira



 Maria Olinda Sol, Helena Duarte, Maria Afonso Morais, 
Maria Adelina Gomes e Maria Augusta da Silva Neves

Agostinho Costa e Fernanda Cardoso

Poesia na Galeria 19 de Agosto

 Maria Augusta da Silva Neves
 Maria Afonso Morais
José Oliveira Ribeiro

 Helena Duarte
 Isabel Moura
 Fernanda Cardoso
 Alice Branco
 Lúcia Martins
 Artur Cardoso
 Oliveira Ribeiro
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes

Poesia na Galeria 19 de Agosto

 Anselmo Simões


 Maria Augusta da Silva Neves, Maria Afonso Morais e uma amiga





 Agostinho Costa
 Eunice Amorim 

 Anselmo Simões
 Arnaldo Teixeira Santos
 Maria Helena
Conceição Lages
 Guilherme Andrade
Lourdes Alegria
 Conceição Freitas
Graça Silva

quarta-feira, 12 de julho de 2017

ELEGIA DAS ÁRVORES


ELEGIA DAS ÁRVORES

Os homens não me conhecem. Mutilam o meu
corpo porque não entendem os abraços dos meus
ramos. E só ouvidos brancos sabem dos gritos
da seiva. Só eles sabem do coração das minhas
raízes afundadas nas cicatrizes desta humanidade
que tudo esquece.

Os homens não me conhecem e por isso engolem
as folhas com a fúria de todas as pressas sem
tempo para as lágrimas. Eles não sabem que
a minha dor vem de tão dentro
e de tão fundo

que um dia será tudo.

Virgínia do Carmo
in “Poemas simples para corações inteiros”

lido por Maria Augusta da Silva Neves

terça-feira, 20 de junho de 2017

Poesia na Galeria 17 de Junho 2017



 Isabel Moura, Lourdes Alegra e Maria Olinda Sol
 José Oliveira Ribeiro e Agostinho Costa

 Maria Augusta da Silva Neves, Maria Afonso Morais, 
Maria Adelina Gomes e Goreti Dias

 Agostinho Costa


 Arnaldo Teixeira Santos
 Lourdes Alegria
 Maria Afonso Morais
 Maria Augusta da Silva Neves
 Helena Duarte
 Amândio Vasconcelos
 Goreti Dias
 Dionísio Dinis