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terça-feira, 12 de julho de 2016

MEU PORTO ALTERADO


MEU PORTO ALTERADO

Que fizeram de ti
Meu velho Porto?
Que fizeram de ti
Minha cidade?
Quanta mudança
Solveste, meu torrão!
Querem tornar-te
Em terra sem idade?
Querem tirar-te sem dó
Teu coração?
Os teus jardins, mas ruas, tuas praças,
Estão a pouco e pouco
A alterar-se.
Por quem te não “viu”
Por quem te não “sente”.
Mas foi assim, como eras,
Que encantaste!
Diz isso muito alto,
Diz,
A toda a gente!

Maria Antónia Ribeiro
in “Inquietudes”

Lido por Ana Maria Oliveira

sexta-feira, 22 de abril de 2016

DEZ RÉIS DE ESPERANÇA


DEZ RÉIS DE ESPERANÇA

Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.

António Gedeão
in “Poemas escolhidos”

lido por Maria Antónia Ribeiro

quinta-feira, 21 de abril de 2016

"PORTO" DE ABRIGO


"PORTO" DE ABRIGO

Conheço uma cidade
de neblinas transparentes
que é de granito forte
tal e qual as suas gentes.
Conheço uma cidade
com imenso casario
que parece querer cair
ao abraçar o seu rio.
Conheço uma cidade
com seis pontes majestosas,
debruçadas sobre o Douro,
 enlaçando-o com cuidado,
como se fora um tesouro.
Conheço uma cidade
com uma romântica foz
de casas senhoriais,
com pores-do-sol deslumbrantes,
onde há ao fim da tarde
um cheirinho a maresia!
E toda esta envolvência
leva mesmo o não poeta
a ter que fazer... poesia!
Esta cidade nortenha
que me está no coração,
nem que vá pró fim do mundo,
levo-a sempre comigo
pois já faz parte de mim,
é o meu "Porto" de abrigo.

Maria Antónia Ribeiro

in “Desassossegos”

quarta-feira, 20 de abril de 2016

POESIA NA GALERIA Abril

 Luís Pedro Viana
 Luís Pedro Viana
 José Oliveira Ribeiro
 José Oliveira Ribeiro
Mayke
 Mayke
 Helena Duarte
 Helena Duarte
 Goreti Dias
 Goreti Dias
 Dionísio Dinis
 Dionísio Dinis
 Leuna
 Leuna
 José Carlos Moutinho
 José Carlos Moutinho
 António Gonçalves
 António Gonçalves
 Paraty
 Paraty
 Maria Antónia Ribeiro
 Maria Antónia Ribeiro
 Dina Magalhães
 João Pessanha
Artur Cardoso
 Alice Santos

POESIA NA GALERIA 16 de Abril de 2016









 Agostinho Costa dá inicio à Poesia na Galeria

 Leuna
 Leuna
 Fernando Morais
 Fernando Morais
 José Carlos Moutinho
 José Carlos Moutinho
 António Gonçalves
 António Gonçalves
 Paraty
 Paraty
 Maria Antónia Ribeiro
 Maria Antónia Ribeiro
 Maria Alice Branco
 Maria Alice Branco
 Dina Magalhães
 Dina Magalhães
 João Pessanha
 João Pessanha
 Fátima Cardoso
Fátima Cardoso
 Artur Cardoso
 Artur Cardoso

 Alice Santos
Alice Santos