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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

HINO À VIDA



HINO À VIDA

A vida, só por si, merece um belo hino!
Um hino à vida, em hino por viver.
Por muito que custe, por muito que se sofra!
Como é bom a vida! Tem mesmo que valer!
Como é bom ver um belo sol poente…
Um mar imenso, uma praia sem fim!
Um luar de prata, um campo verdejante,
Uma criança correndo em direção a mim!
Sentir o agradável perfume das flores,
Ouvir um belo canto, uma canção de amor!
Entrar numa igreja serena e tranquila,
E agradecer a vida ao nosso Criador!

Maria Antónia Ribeiro
Lido por Lourdes Alegria

sexta-feira, 23 de março de 2018

MÃOS



MÃOS

Mãos que afagam,
Que mimam,
Mãos doces
Mãos suaves,
Mãos que castigam,
Mãos que trabalham,
Mãos calejadas,
Maltratadas!
Mãos que escrevem,
Mãos que tocam,
E que encantam
Com tanta mestria.
Mãos que falam
E dizem às vezes
Muito mais
Do que as palavras
Dizem poesia!
Mãos que sofrem,
Mãos que se crispam
De angústia e dor.
Mãos que amam
E que transmitem
Aos outros tanto amor!
Mãos que saúdam,
Mãos que acenam
Aquele que parte.
Mãos que imploram,
Mãos que aplaudem
O gosto e a arte.
Mãos que acarinham
E que permitem
Que alguém sorria.
Mãos que rezam.
Mãos que agradecem
Pela manhã
Em cada dia!

Maria Antónia Ribeiro
in “Inquietudes”

terça-feira, 20 de março de 2018

POESIA NA GALERIA - 17 de Março 2018

 José Guterres
 Dina Magalhães
 Goreti Dias
 Dionísio Dinis
 José Faria
 Mayke
 Maria Antónia Ribeiro 
 Isabel Moura
 Duarte Luz
 Helena DUarte
 Paraty
 Armando Pereira
João Pereira (11anos)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O PASSEIO DE SANTO ANTÓNIO


O PASSEIO DE SANTO ANTÓNIO

Saíra Santo António do convento,
a dar o seu passeio costumado
e a decorar, num tom rezado e lento,
um cândido sermão sobre o pecado.

Andando, andando sempre, repetia
o divino sermão piedoso e brando,
e nem notou que a tarde esmorecia,
que vinha a noite plácida baixando...

E andando, andando, viu-se num outeiro,
com árvores e casas espalhadas,
que ficava distante do mosteiro
uma légua das fartas, das puxadas…

Surpreendido por se ver tão longe,
e fraco por haver andado tanto,
sentou-se a descansar o bom do monge,
com a resignação de quem é santo...

O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
o Menino Jesus baixou do céu,
pôs-se a brincar com o capuz do frade.

Perto, uma bica de água murmurante
juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.

De braço dado, para a fonte, vinha
um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
ele trazia... o coração no peito.

Sem suspentarem de que alguém os visse,
trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
— Ó Frei António, o que foi aquilo?...

O santo, erguendo a manga do burel
para tapar o noivo e a namorada,
mentiu numa voz doce como o mel:
— Não sei que fosse. Eu cá não ouvi nada.

Uma risada límpida, sonora,
vibrou em notas de oiro no caminho.
— Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
— Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho...

— Tu não estás com a cabeça boa...
Um passarinho a cantar assim!...
E o pobre Santo António de Lisboa
calou-se embaraçado, mas, por fim,

corado como as vestes dos cardeais,
achou esta saída redentora:
— Se o Menino Jesus pergunta mais,
Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!

Voltando-lhe a carinha contra a luz
e contra aquele amor, sem casamento,
pegou-lhe ao colo e acrescentou: — Jesus,
são horas...
E abalaram pró convento.

Augusto Gil
in “Luar de Janeiro”

Maria Antónia Ribeiro

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Poesia na Galeria 20-01-2018

 Ricardo Santos
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes
 João Pessanha
 Isabel Moura e Luís Pedro Viana
 Isabel Moura
 Rosário Lemos
 José Faria
 José Oliveira Ribeiro
 Maria Antónia Ribeiro
 Helena Duarte
 Artur Cardoso
 Fátima Cardoso
 Artur Cardoso e Fátima Cardoso
 Guilherme Andrade

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

O ANJO


O ANJO

O Anjo que em meu redor passa e me espia
E cruel me combate, nesse dia
Veio sentar-se ao lado do meu leito
E embalou-me, cantando, no seu peito.

Ele que indiferente olha e me escuta
Sofrer, ou que, feroz comigo luta,
Ele que me entregara à solidão,
Poisava a sua mão na minha mão.

E foi como se tudo se extinguisse,
Como se o mundo inteiro se calasse,
e o meu ser liberto enfim florisse,
e um perfeito silêncio me embalasse.

Sophia de Mello Breyner Andressen

Lido por Maria Antónia Ribeiro

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Poesia na Galeria

 Maria Antónia Ribeiro

 Carlos Revez
 João Nunes Carneiro
 Ana Maria Roseira
 José Oliveira Ribeiro
 Isabel Moura
 João Pessanha
 Marília Teixeira
 Angelino Santos Silva
 Graça Silva

quinta-feira, 27 de abril de 2017

NA CAPELA


NA CAPELA

Na capela, perdida entre a folhagem,
O Cristo, lá no fundo agonizava...
Oh! como intimamente se casava
Com minha dor a dor daquela imagem!

Filhos ambos do amor, igual miragem
Nos roçou pela fronte, que escaldava...
Igual traição, que o afecto mascarava,
Nos deu suplício às mãos da vilanagem…

E agora, ali, enquanto da floresta
A sombra se infiltrava lenta e mesta,
Vencidos ambos, mártires do Fado,

Fitávamo-nos mudos — dor igual! —
Nem, dos dois, saberei dizei-vos qual
Mais pálido, mais triste e mais cansado…

Antero de Quental
in “Sonetos Completos”

lido por Maria Antónia Ribeiro

sábado, 22 de abril de 2017

PERDÃO


PERDÃO

Senhor, ao ver-te aí,
Diante de mim,
Pregado no madeiro,
Nesse calvário
Feito pelos homens,
Pergunto-me:
Terá valido a pena
O sofrimento
Para a Redenção,
Disseste Tu,
Do mundo inteiro?
Sempre que olho
Os teus olhos tristes,
Reflectindo sem dúvida
Tanta dor,
Peço perdão
Por mim
E tantos outros,
Que se não apercebem
E passam indiferentes
Perante esta
Magnífica
Lição de amor!

Maria Antónia Ribeiro

in “Emoções”

terça-feira, 18 de abril de 2017

Poesia na Galeria 15 de Abril 2017


 Kim Berlusa
 Paraty
 Paraty
 José Carlos Costa

 Conceição Lages
 Goreti Dias
 Isabel Moura
 José Oliveira Ribeiro
 Isabel Moura e Carlos Brito
 Maria Antónia Ribeiro
 Angelino Santos Silva
 Dina Magalhães
 Fernanda Cardoso