Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Afonso Morais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Afonso Morais. Mostrar todas as mensagens

sábado, 25 de agosto de 2018

Orfeu Rebelde



Orfeu Rebelde

Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade do meu sofrimento.

Outros, felizes, sejam os rouxinóis...
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.

Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.

                        Miguel Torga
in “Poesia Completa” vol II.
lido por Maria Afonso Morais

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Poesia na Galeria - Agosto

 Maria Augusta Monteiro
 Silvino Figueiredo
 José Guterres
 Helena Duarte
 Isabel Moura
 José Faria
 Maria Afonso Morais
 Maria Augusta da Silva Neves
 Adolfo Castelbranco
 Alice Branco
 Maria Teresa Lopes

quarta-feira, 2 de maio de 2018

CHÁ DE ABRIL



CHÁ DE ABRIL

ah tragam-me um chá
um chá urgente de menta
ou pimenta preta
ou cidreira ou tília
de eucalipto ou oliveira
um chá de sabor a terra
numa chávena de abril
ah tragam-me um chá
com aroma a cravo
também pode ser
um chá em clave de sol
ou em mi maior
ah tragam-me um chá
com aroma verde
em vaso de esperança
também pode ser
tenho sede
ah tragam-me um chá
de aroma de maçã
que o chá aquece
a alma que fenece
no frio deste abril
em que um cravo canta
esganado na garganta

Maria Afonso Morais
in “Antes de mim um verso”

SABOR ÚNICO A DIÓSPIRO FRESCO…




SABOR ÚNICO A DIÓSPIRO FRESCO…

entraste no meu Mundo...
eras mar nos meus olhos
libertos, incautos de sereia...

à janela do Tempo,
persianas indomáveis
ao vento, esperava-te...
já o sol se fazia poente,
a noite descia,
encobrindo horizontes...

eras a minha Casa!...
no delírio de teus braços,
cingida pela cintura,
em bicos de pés te abraçava...
minha fonte de ternura!...

paladar requintado,
manga, abacaxi, laranja,
arilos de romã…
contavas-me estórias invulgares
envoltas em sedução e candura...

sabor mágico a dióspiro doce e fresco…
sabor único que em mim perdura...

20/05/2017
Maria Afonso Morais
in “A Arte pela escrita dez”
lido por Lourdes Alegria

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Poesia na Galeria 21/04/2018

 Maria Afonso Morais
 João Bernardo
 Fernando Santos
 Marília Teixeira
 Angelino Silva
 Adelina Gomes
 Graça Silva
 João Pessanha
 Dina Magalhães
 Alice Branco
 Adelaide Melo
 Maria Teresa Nicho

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

POEMA DE AMOR



POEMA DE AMOR

abro as janelas do meu quarto
sem vidros nem bambinelas...
subo a montanha das rosas.. .rubras, floridas,
voo nas asas do vento,
pinto-me de imaginação,
xaile rubro flamejante de paixão...
fogo que arde sem se ver...
franjas que se enrolam em ardência
dor que desatina sem doer...

emergindo em espirais de sonho aspergido,
viva está toda a lembrança
desses xailes lindos, belos...
moldura para meus cabelos!...

desço pelos raios de sol,
plena de luz refulgente,
num contentamento descontente
caminho solitária entre a gente!...
atrás, o esconderijo do sol
já no Ocaso:
- escreve um poema de amor...
antes que a noite avance
prenhe de mistérios, de jóias ou luar!...

oh! Janelas de meu quarto
quem vos pudera rasgar!...

- escreve um poema de amor...
há pouco rubro o Sol!..

Maria da Conceição Afonso Morais
 in “No sitio do Coração”

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

POESIA NA GALERIA - 17 Fevereiro 2018

 Jorge Braga
 Amândio Vasconcelos
 Acilda Almeida
 Luísa Santos
 Manuela Caldeira
 Alice Santos





 Celso Miranda
Adelina Gomes, Maria Afonso Morais, Helena Duarte e Goreti Dias

Poesia na Galeria 17-02-2018

 Paraty
 Maria Augusta da Silva Neves
 Maria Afonso Morais
 José Faria
 José Oliveira Ribeiro
 Celso Miranda
 Maria Teresa Nicho
 Graça Silva
 Paraty
 Marília Teixeira
 Adolfo Castelbranco
 Angelino Silva