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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

PÃO ÁZIMO…



PÃO ÁZIMO…

hoje a noite estendeu seu xaile negro
encobrindo a terra e o céu…
- assimetrias, violência,
sofrimento, corrupção…

do centro do negrume,
emerge a cúpula da Igreja iluminada,
por uma Cruz encimada, irradiando luz!...
sagrado/ profano... espírito/ matéria.
- crucificação, questão existencial, salvação?…
- arte sacra, enigma, etnografia, tradição?...

em baixo vislumbra-se uma réstia de azul, o sonho,
pincelada de esperança, um dom, não  uma ilusão…           
                            
hoje as capitais mundiais vestem-se de brilho,
pessoas atropelam-se nas ruas principais…
lotação esgotada,
esconde-se assim o que não tem perdão!

tragam-me “un bifteck…un petit gâteau au chocolat…
une boule de glace de framboise,
des framboises et des  myrtilles”…
um licor de murta ou frutos vermelhos
compota de goiabada…

para tornar mais doce o vistoso e alegre bolo-rei…
tragam-me  doces da época  com beijos de  Renovação!...
que EU sinto em Mim o sabor amargo de ázimo pão…

Maria Afonso Morais
in “Coletânea Galeria Vieira Portuense 2019”

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Poesia na Galeria Novembro 2019

 Fernanda Santos
 Maria Afonso Morais
 Dina Magalhães
 António Monteiro
 Adolfo Castelbranco
 Pompeu Pais
 Conceição Oliveira
 César Carvalho
 José Lacerda Megre
 Helena Duarte
 João Bernardo

sábado, 28 de setembro de 2019

UMA CHAMADA DE ATENÇÃO



UMA CHAMADA DE ATENÇÃO
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Serei minha própria paisagem...
"janela florida em rocha esculpida"
não basta abrir as janelas
deixem entrar a luz através delas,
a roda das cores, arco-íris,
abençoando o solo ressequido.
fustigam-na ventos contrários!...
como Ísis e Osíris
deixem entrar os botões de rosa,
deixem entrar as rosas!
-"guardo em mim um segredo:
- serei fonte, fruto, ave , rio ,mar…
espelho colorido de Mulher-Mãe
qual quadro de Gustave Klimt
ou de Almada Negreiros,
serei janela aberta, florida ao sol, à chuva e ao luar,
arte sacra em rocha esculpida,
semente de vida,
deixem-me germinar!
em secreta viagem,
serei minha própria paisagem."

Maria Afonso Morais
13/08/2019

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Poesia na Galeria 21-09-2019

Maria Afonso Morais

Fernanda Santos
José Faria
José Oliveira Ribeiro
Fernando Costa
Aida Duarte
Conceição Freitas
Celso Miranda
Pompeu Pais
Celso Miranda
Helena Duarte
Adolfo Castelbranco

terça-feira, 13 de agosto de 2019

RURALIDADES



RURALIDADES I

Levaste-me para onde
meu estro cansado
necessitava de ir!...
o ar de tão puro
varria-nos as entranhas
de tudo quanto pudesse
fazer-nos mal!
libertos!...
e mal me olhavas
por baixo das lentes
do teu olhar!...
unia-nos o telurismo, o amor
ao som da terra a respirar, a pulsar...
envolviam-nos os odores
a funcho, a hortelã selvagem florida,
a urtiga brava...
- chá para o fígado, chá para o colesterol,
chá para a tensão alta!...
- e chá para os males de amor haverá?...

eu puxava o galho do amieiro
e as amoras de silva brava trepadeira
iam caindo nas tuas mãos fundas
de cuidador como duas taças!...

uma ribeirinha solitária,
de água límpida como cristal,
catraia miúda, vestida de branca
espuma, saltitava
de pedra em pedra
numa cantata tão requebrada,
tão afinada...
(quais notas de Chopin,)
rejubilou ao ver-nos!
prendeu-nos o olhar!...
olhaste-me, enfim:
"olhos nos olhos"!
(perigosa tentação)...
jubilosa, abracei-te!
e nesse abraço, no silêncio
descampado dos afectos,
coube todo o Universo!


Ruralidades II

Enquanto, protegido, colhias
urtigas bravas e outras
para cura de certos males,
as flores simples, selvagens
iam-se tornando rainhas
nas fotos, em que destro,
as perpetuavas:
- flor de figueira do diabo:
- 'pétalas em ventoinha de centro roxo, vês?"
- flor da batateira..." é branca!"
(na foto, qual flor de ramo de noiva?)
flor de malva-rosa, flor de urtiga,
flor de alface florida,
coarias campestres...

- "Tu, Maria, és flor mimosa,
gostavas de ser Rosa?"

tudo mudo e quedo!
colorido de outono
aos tons de sol poente!
(dir-nos-íamos rodeados
de pinturas inspiradas
ao sabor de Monet, Manet
Van Gogh...)
só o eco de duas vozes
no silêncio telúrico do chilreio
dos pássaros e o cante saltitante
da ribeira, catraia, menina...

Maria Afonso Morais
in “Rostos de Terra”

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Poesia na Galeria 20-07-2019

 Agostinho Costa, José Oliveira Ribeiro e António Monteiro
 Céu Guedes, Alice Santos, Luís Oliveira




 Agostinho Costa
 Alice Santos
 Céu Guedes
 Fernando Costa
 António Gonçalves
 Domingos Mota
 Luís Oliveira
 Fernando Santos
 Maria Afonso Morais
 Conceição Lages

sábado, 22 de junho de 2019

DANÇA COMIGO



DANÇA COMIGO

Dança comigo como se fosse a última vez,
Liberta os sentidos e deixa-te embalar,
Pela melodia tocada pelo vento……
Por o marulhar das ondas
De todas as marés cheias,
Respira fundo e deixa-te saciar,
Por esta sensação profunda de alegria,
Que não se sabe explicar de onde vem,
Escuta o sussurrar das árvores que se agitam,
Num hino à Natureza bendita,
Ouve o cantar da deusa Mater Cibele,
Que o nosso nome pronuncia.

Dança comigo, para lá do tempo
Vem, descobre em ti a magia,
Dança comigo até ao nascer do dia,
Perde-te nos meus braços
Como se teu refugio fosse,
Dança comigo uma vez mais a dança do fogo,
Deixa-me amar-te para toda a eternidade,
Onde o brilho das estrelas para sempre perdura,
Acerta o passo e, dança comigo compassadamente
Este tango de amor erudito,
Que arde no meu coração e me consome,
Para além de todos os meus dias.

Ester de Sousa e Sá
in “Coletânea Galeria Vieira Portuense 2018”
lido por Maria Afonso Morais

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Poesia na Galeria 15-06-2019

 Anabela Mendes da Silva, a autora das obras expostas, e João Bernardo
 Anabela Mendes da Silva, a autora das obras expostas, e Celso Miranda

 Maria Afonso Morais e Maria Augusta da Silva Neves








 Anabela Mendes da Silva
 Lourdes Alegria
 José Guterres
 Celeste Guido
 João Bernardo
Maria Augusta da Silva Neves
 Maria Afonso Morais
 Celso Miranda
Fernando Santos