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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

As palavras


As palavras vêm do outro lado da parede
E caem uma a uma no chão
E na volúpia da essência formam frases
Que se diluem e formam emoções
Numa razão sem razão, que não entendo
Em cada segundo nasce, um novo mundo
Pairando dentro de mim.

Como eu queria que esta parece
Tivesse uma porta
Uma porta aberta para acolher
Todas as palavras que vou juntando
Será sonho, utopia não sei
O que sei é que queria tanto
Ter uma porta nesta parede
Ou somente entre aberta
Pois dessa forma eu poderia ver
A origem das palavras
E talvez, talvez
As nossas palavras se olhassem.

E essa porta imaginária abre-se
Ouço foguetes lá fora
Comemora-se mais um ano
Neste dia festivo
E nesse momento
As palavras envolvem-se em suaves beijos
Que fervilham como o champanhe nas taças
Num texto ainda por escrever
Será ficção, romance, um poema…
Não sei o que sei
É que estas palavras
Uma história irá contar
No alvorecer desta manhã…


Mário Anselmo

terça-feira, 24 de outubro de 2017

POESIA NA GALERIA - Outubro

 Graça Silva
 José Oliveira Ribeiro
 Mayke
 Helena Duarte
 Mário Anselmo
 João Pessanha
 Isabel Moura
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes
 Maria Teresa Nicho
 Nelson Neves
 Adolfo Castelbranco
Paraty

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Lendário da Mitologia


Lendário da Mitologia
ou mito do momento
lenda da história
paraíso do esquecimento.

A origem do teu nome
não se sabe ao certo
vários historiadores deram
o nome mais certo.

Lethes, Limia, Cleandro
por outros nomes passaste
ao fim de muitas disputas
Leça finalmente ficaste.

No Monte Cordova nasce
a origem do onomástico rio
sonhos vivos do passado
atormentam o presente sombrio

Corre de nascente para poente
com algumas alterações
no seu trajeto curvado
até ao Porto de Leixões.

Nas bordas vicejam arvoredos
amieiros, salgueiros
imensos pés de videira
carvalhos e castanheiros.

Antigamente pôde-se apreciar
pontes, moinhos, cachoeiras,
açudes, represas, rodízios
e as tradicionais azenhas.

Das salinas de Leça
às lavadeiras trigueiras
foram desaparecendo
como as belas cachoeiras.

A L. da Palmeira e ao Mosteiro
o teu nome foste dar
por capricho do destino
esta terra viés-te banhar.

Com extensão de 36km (aproximado)
de largura quatro braças
entre vários conselhos
o teu dorso enlaças.

Desde S. Tirso Monte Cordova
Cabanas, em Redondo se prolonga
por Refojo, Lamelas, Reguenga,
Agrela e Água Longa.

Alfena e Ermesinde
em Valongo perdura
descendo seu percurso
com tranquilidade e doçura.

O conselho da Maia
encantas em Milheirós
Águas Santas, Moreira
com a beleza da tua voz.

S. Mamede, L. Balio, Custóias,
em Matosinhos passas
S. Cruz Bispo, Guifões
teu sonho alcanças.

Neste sonho sereno
um cântico evocando
a magia liberta-se
ao encontro do Atlântico

Mário Anselmo

in “Leito de Limbo”

terça-feira, 23 de maio de 2017

Poesia na Galeria 20 de Maio

 António D. Lima
 João Pessanha
 Graça Silva
 Helena Duarte
 Beatriz Maia
 Mário Anselmo
 Isabel Moura
 Maria Adelina Gomes
 José Oliveira Ribeiro
 Dina Magalhães
 Noé Alves
 Maria Alice Branco

terça-feira, 18 de abril de 2017

Poesia na Galeria - Abril

 Maria Teresa Nicho
 Maria de Lourdes Ferreira
 Maria Paulina
 Rosário Lemos
 Luís Pedro Viana
 Dionísio Dinis
 Mafalda Lopes
 Manuela Caldeira
 Mário Anselmo
 Arnaldo Teixeira Santos foi o sorteado da sessão


 Isabel Moura e Alice Branco




 Su Sam e Manuela Caldeira
 Lourdes Alegria e Luís Pedro Viana
 Daniela e Mário Anselmo
Manuela Caldeira, António Gonçalves, Helena Duarte e Ester de Sousa e Sá

quinta-feira, 30 de março de 2017

QUERIA ESVOAÇAR


QUERIA ESVOAÇAR

Não sei se o que escrevo
é poesia
não sei fazer
lindas quadras ou sextinas
porque o amor não rima
no abstracto do quotidiano
mas vou escrever
o que nunca te disse
por palavras
mas
em cada longo minuto
em cada não das nossas bocas.

Recordas-te de um poema
que um dia te ofereci
não sabes
foi o primogénito sim
de uma boca que se calou
como eu gostaria
de saber escrever assim
um poema tão belo
só para ti
» Queria esvoaçar
nas tuas mãos
e caminhar na multidão
do teu sorriso...


Mário Anselmo

sábado, 25 de março de 2017

Hino ao Silêncio das palavras

HINO
AO
SILÊNCIO DAS PALAVRAS


Há silêncio
Nas palavras que não escrevo,
Há silêncio
Nas palavras que não digo,
Há fantasias
Do sonho em que sonho,
Há tortura mental do consciente
Há loucura a vaguear no infinito,
Há um brilho exuberante
Na cor negra da existência
Na cor cinzenta da escrita,
Há a continuação desta vida
Ou o outro lado.
Há silêncio nas palavras,
Há poesia à solta,
Há amor efémero,
Há um caminho a correr,
E fico perdido,
No vazio de mim mesmo.
O silêncio de mim;
O silêncio das palavras.

Mário Anselmo

in “O Silêncio das Palavras”