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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

VIDA EM PROGRESSO



VIDA EM PROGRESSO

Numa aldeia triste e monótona
Rodeada de flores à sua volta,
Onde o pão era tirado
Com suor e arado.

Um automóvel com um sujeito chegou,
Toda a gente se admirou,
Olharam para ele com cara de espanto
Como fosse deus ou um santo.

Só se ouvia então dizer:
- Uma fábrica vinha trazer.
Toda a gente comentava
Que uma nova vida começava.

Vendem-se os terrenos para a construção,
Ficando só com suas casas para habitação.
Já toda a aldeia à fábrica pertencia,
Tirando tudo a esta pobre gente empobrecida.

Crescia, crescia, com todo o seu esplendor
A fábrica que todos construíam com amor,
E assim trocaram a charrua e o arado
Por 8h de trabalho e um ordenado.

A princípio tudo ia bem já se previa!
A água do rio estava enegrecida,
Um fumo escuro a sobrevoar
E os cereais a secar.

Já nada se produzia
Pois tudo morria.
O vinho, batatas, o seu alimento,
Agora tudo era desalento.

As pessoas sentiam-se doentes
Já com um pouco de raiva nos dentes,
Mas só muito tarde viram
Que tudo e todos à fábrica pertenciam.

A mercearia, a farmácia, o vendedor, o padeiro
A casa de jogos, as suas vidas, seu dinheiro.

Então viram como eram felizes
Na sua vida antiga, nas suas raízes
E choravam de amargura
Contra esta tortura
E todo este processo,
A que chamam progresso.

Mário Anselmo
in “O Silêncio das Palavras”

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Poesia na Galeria Novembro 2019

 Celso Miranda
 João Pessanha
 Amândio Vasconcelos
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Alexa Silva
 Francisco Felix Machado
 Paraty
 Maria Augusta da Silva Neves
 Mário Anselmo
 José Faria

sexta-feira, 22 de março de 2019

57 ASTRO



57 ASTRO

Nasce mais um dia nesta aurora um sol
suave desvenda-se nas montanhas
diluindo uma névoa em fragmentos de luz
na lentidão dos segundos vai irradiando sua chama
a sua presença ancestral
como estrela domina o horizonte
projetando seus raios alimentando o ecossistema,
lá no alto no apogeu seus raios entrelaçados
com a essência ,unificando o sabor da natureza MÃE.

Já no fim do seu percurso
paulatinamente vai-se fundindo no oceano
os raios cada vez mais fracos
arquitetando um crepúsculo maravilhoso
como maravilhoso é o nosso planeta
porque amanhã, amanhã à hora certa
ele está no outro lado da montanha
dando um novo dia.

Mário Anselmo
in “Eremita de Sonhos”

terça-feira, 19 de março de 2019

Poesia na Galeria 16-03-2019

 Maria Afonso Morais
 Maria Augusta da Silva Neves
 Mário Anselmo
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes
 José Faria
 Dina Magalhães
 Maria Teresa Lopes
João Pessanha
 Angelino Santos Silva
 Armando Pereira

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Deixa tua boca dizer sim



Deixa tua boca dizer sim
teu olhar, perder-se no meu
tua mão colar-se na minha
o teu coração falar
os elos são tão forte
que não os consegues quebrar.

Ama-me,
sem razão, sem porquês
sem exigências,
simplesmente
ama-me.

Ama-me hoje
para além dos nossos
corpos despidos
sentir cada carícia
abraçados à mesma chama
uma teia de gemidos
suavemente deslizam
e repousam em teu peito
e teu coração sussurrou
ao meu ouvido
amo-te.
Mário Anselmo
in “Eremita de Sonhos”

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Suavemente



Suavemente envolvido naquele olhar vago e silencioso
as promessas são como estilhaços de vidro,
partidos no corpo
caminha como um estranho no mundo
mas é somente uma ínfima parte dele
como um estranho desconhecido
velas em pegadas que te acompanham
porque tu homem, és um animal frustrado
quando olhas o vácuo dos teus olhos
abafas os sonhos, em códigos ocultos
e não nos ensinas a brincar
até aos sonhos.

Mário Anselmo
in “Eremita de Sonhos”

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Poesia na Galeria Janeiro 2019

 Graça Silva
 Inês Lima
 Maria Teresa Nicho
 Dina Magalhães
 Mário Anselmo
 Adolfo Castelbranco
 Isabel Moura
 Alice Santos
 Fernanda Cardoso
 Goreti Dias
 Ana Maria Oliveira

 Helena Duarte
 Dionísio Dinis