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quinta-feira, 30 de julho de 2015

DO LIVRO “MEU TEMPO, MEU DONO”


DO LIVRO “MEU TEMPO, MEU DONO”

Amar-te assim, serena mansamente
C’ao alma junto a ti, aconchegada,
É viver neste undo, alheia, ausente,
Pois, para além de si, não há mais nada!

E prometo, meu amor, estar presente,
Fazer da tua noite a madrugada…
Das tuas dores, a luz do sol poente,
Enquanto a vida em mim, for alvorada!

Depois amor, porque o depois existe!
Eu far-te-ei de luto, magra e triste,
Que a vida são etapas contra o vento!

Mas sei o meu amor, e não me iludo
Mesmo morrendo, inda serei tudo.
Pois fiz da minha vida, o teu contendo.

Maria de Lourdes Martins

Lido por Leonor Reis

terça-feira, 28 de julho de 2015

Poesia na Galeria Julho

Beatriz Maia
Kim Berlusa
João Pessanha
Fernando Morais
Adolfo Castelbranco
José Oliveira Ribeiro
José Efe

Alzira Santos
Mafalda Lopes
Alice Branco
Leonor Reis
Ana Maria Oliveira

quarta-feira, 20 de maio de 2015

MEU AMOR, MEU AMOR


MEU AMOR, MEU AMOR

Meu amor, meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.

Meu amor meu amor
meu nó de sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento

este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.

José Carlos Ary dos Santos

lido por Leonor Reis

terça-feira, 19 de maio de 2015

Poesia na Galeria Maio




 Aires Barros
 António Sá Gué
 Manoel do Marco
 José Martins
 Doroteia Vasconcellos
 César Carvalho
 Carlos Lacerda
 Carlos Revez


 Ana Paula Lavado
Leonor Reis
 Ana Maria Oliveira
Aires Barros

quarta-feira, 22 de abril de 2015

NO TEU POEMA


NO TEU POEMA

Carlos do Carmo
No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida

No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.

Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.

No teu poema
Existe um canto, chão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano

Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
E um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas

Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte

No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro

José Luís Tinoco

Lido por Leonor Reis

terça-feira, 21 de abril de 2015

POESIA NA GALERIA Abril






 Agostinho Costa dá inicio à sessão
 Irene Silva
 Aires Barros
 Lourdes Alegria
 Paraty
 Manoel do Marco

 Regina Bacelar
 João Nunes Carneiro

 Maria Almeida
 Leonor Reis
 Ana Maria Oliveira
 Fernanda Cardoso