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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Poesia 16 de dezembro

Goreti Dias
 Celso Miranda
 Silvino Figueiredo

 Alzira Santos
 Helena Duarte
 José Carlos Costa

 Angelino Santos Silva
 Acilda Almeida
 Lúcia Martins
 Agostinho Costa

 Maria Teresa Nicho
 Adolfo Castelbranco
 Adolfo Castelbranco e Alzira Santos
 Adolfo Castelbranco, Alzira Santos e Manuela Caldeira

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

TROVA DO VENTO QUE PASSA


TROVA DO VENTO QUE PASSA

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

vl navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre
Lúcia Martins

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Poesia na Galeria Setembro

Ângela Carvalho 
 Helena Duarte
 José Carlos Costa
 Alzira Santos

 Mirabel Correia
 Adolfo Castelbranco
 Mayke
 Paraty

 Maria Teresa Nicho
Fernanda Cardoso

Lúcia Martins
Fátima Cardoso

terça-feira, 29 de agosto de 2017

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO


OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espectáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade
in “Antologia Poética”

lido por Lúcia Martins

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Poesia na Galeria 19 de Agosto

 Maria Augusta da Silva Neves
 Maria Afonso Morais
José Oliveira Ribeiro

 Helena Duarte
 Isabel Moura
 Fernanda Cardoso
 Alice Branco
 Lúcia Martins
 Artur Cardoso
 Oliveira Ribeiro
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes