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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Vou aonde posso



Vou aonde posso ou quero.
Às vezes quero e não posso,
Outras posso mas não quero.

Sei que o querer é poder,
Mas leva a posse também.
Se ela não existir
Só o querer não chega a ir,
Mas o poder não vai também.

Falta às vezes a capacidade
Para aquilo que se faz.
Vai-se querendo e sabendo
Que só andando e podendo
Se chega onde se é capaz.

Quando não quero e não posso
Também não faço esforço,
Não contrario o meu querer,
E se não posso porque não quero
E às vezes quero e não posso
Deixo-me ficar e espero
Pelo quero, mas sem esforço.

Tantos na vida quiseram
Mas viram que nada puderam
E também não fizeram por ter
Aquele posso e quero.
Deixaram-se ficar no espero
E passou o poder e o querer

Juntinho ao seu nariz
E era só agarrá-los na raiz
E plantá-los no saber
Que sempre vou onde quero,
Outras até onde posso,
Mas outras posso e não quero.

Conceição Freitas

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Poesia na Galeria 20-07-2019


Dionísio Dinis e Goreti Dias
João Bernardo
José Oliveira Ribeiro
Aida Duarte 
 João Pessanha
 Alice Branco dedica um poema ao João Pessanha, o aniversariante do dia
 João Pessanha atento à declamação de Alice Branco
  Alice Branco dedica um poema ao João Pessanha, o aniversariante do dia

 Celso Miranda
Conceição Freitas
 Dina Magalhães
 Maria Teresa Nicho
 Goreti Dias
Dionísio Dinis

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Poesia na Galeria Dezembro 2018

 Adolfo Castelbranco
 Fátima Cardoso

 Artur Cardoso
 António Monteiro
Celso Miranda
 Isabel Moura
João Pessanha
 Manuel Fernando
 Conceição Freitas
Fernanda Cardoso

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

No sonho tu vives




No sonho tu vives,
No sonho tu és livre,
É todo teu esse imaginário
Que te leva a poder voar
E a todo um mundo conquistar
E isso é extraordinário.

Porque num sonho se avança
Como uma qualquer criança
Na delicadeza do seu ser
Que faz seu sonho avançar
Na ânsia de longe chegar,
Na inocência do seu viver.

O sonho é a pureza em si
Que tens que ter junto a ti
Para ir e vir sem cessar
Nessa ilusão de vida
Que com o sonho é vivida
Dia e noite sem parar,

Leva-te como pena leve
Para onde acha que deve
E tudo para trás vais deixando
À medida que o sonho avança
Porque o sonho não se cansa,
Tu é que vais descansando.

É o teu subconsciente
Que desperta em tua mente
E só ele vai agarrar
Esse sonho que pressente
Para que não fique ausente
Sem coragem para sonhar.

Sonha-se em noite de luar
E ama-se sem reparar
Que o sonho é tão veloz
Que quando estás a acordar
Ficas triste e a olhar
Que eras só tu e não nós.

Conceição Freitas

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Poesia na Galeria 17-11-2018



 Silvino Figueiredo e Fernanda Cardoso

 Agostinho Costa


 Lourdes Alegria
 João Bernardo
 António Gonçalves
 Ester de Sousa e Sá
 João Nunes Carneiro
 Silvino Figueiredo
 Regina Bacelar
 Conceição Freitas
 Helena Duarte

sábado, 27 de outubro de 2018

QUERIA SER FELIZ



“QUERIA SER FELIZ”

Talvez eu fosse feliz
Com teu amor.
Talvez eu sorrisse para ti
Se teu olhar fosse sincero.
Talvez eu te amasse
Se me desses alguma certeza.
Talvez eu quisesse ir contigo
Se me desses a tua mão.
Talvez a alegria se espelhasse
Em meu rosto
Se, por uma vez na vida,
Me dissesses “Vem, vem comigo”.
Talvez eu tivesse tudo isso
Se me dissesses uma palavra
E ela seria “amo-te”.
Nesse dia acabar-se-iam os talvez,
Acabar-se-iam as incertezas
Porque a minha mão estaria na tua,
O teu olhar no meu,
O meu sorrir voltaria
E a alegria voltaria ao meu rosto,
Teria mais brilho que um espelho
Onde a luz do sol incide.
Tudo isso porque tu estavas ali,
Eras meu de corpo inteiro
E, nesse todo, estava aquele amor
Que eu sempre esperei ter
Em tantas noites que sonhei
Onde sozinha te amei
E esperei aquele “amo-te”
Que chegou naquele dia,
Com aquele raio de sol
Feliz quando amanhecia.

Conceição Freitas
in “Coletânea Galeria Vieira Portuense 2018”
lido por Fernanda Rosas

SER CRIANÇA É SER TUDO, É SER LINDO



SER CRIANÇA É SER TUDO, É SER LINDO

Ser criança é ser tudo, é ser lindo,
É ver o mundo sorrindo,
É tudo olhar com inocência,
É amar sem o saber,
É gostar de mais e querer
Brincar e tudo fazer
Sem disso haver consciência.

Ser criança c ter medo,
É não saber guardar segredo,
Porque a ansiedade domina
Aquelas pequenas cabecitas
Que inventam coisas esquisitas
E aprendem o que se lhes ensina.

Ser criança é ser também
Um ser que corre para a mãe
A qualquer hora do dia,
Aconchegar-se em seu colo
Para receber o consolo
Que lhe dá grande alegria.

Ser criança é ser ainda
Aquela coisinha linda
Com o seu ar angelical,
Alguém que traz vida à vida
E a faz sentir tão querida
Um ser que não há igual.

Conceição Freitas
in “Amanheci”
Lido por Céu Guedes

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

SONHANDO SE VAI VIVENDO



SONHANDO SE VAI VIVENDO

Fiz meu fado, meu destino
E cantei-o em desatino
Pelas ruas da amargura
Onde chora quem o canta
E não cala sua garganta
Para contar tal desventura.
Cantando se vê o sofrer
De um fado que ninguém quer,
Mas que por contradição,
Como letra mal escrita,
Se torna em grande desdita
Quando nos vem cair à mão.
E é nesse choro a cantar
Que vamos desabafar
Esse destino tão duro
Onde a vida bate forte
E faz entrar em desnorte
Quem dela só vê o escuro,
Espera pela claridade
E anseia a felicidade
Porque acha ser seu direito
Poder cantá-lo em delírio
Muito longe do martírio
Que sempre trouxe em seu peito.
Se o fado é da nobreza
Por que será que a pobreza
Tem um fado ainda maior?
E por que é que a nobreza chora
Nesse fado e ignora
Nos pobres tanto valor?
Porque a guitarra ao trinar
Parece alguém a chorar
No seu feliz desatino
E ouve-se a voz de alguém
Que canta como ninguém,
Mas chora como um menino.

Conceição Freitas

PELO CAMINHO ROLAM FOLHAS



PELO CAMINHO ROLAM FOLHAS

Pelo caminho rolam folhas
Que o vento leva com jeito
Para mais longe as deixar.
Creio que foi por me ver
Que resolveu aparecer
Para o chão limpo deixar.

Talvez porque nesse dia
Ele pensou, quem diria,
Que devia ir trabalhar
Para ajudar o bem comum
E não apenas para um,
Mas para quem quisesse passar.

E como às vezes enervado
Sopra forte, endiabrado,
E tudo joga no chão,
Nesse dia, quem diria,
Veio com toda a alegria
Dar-me uma satisfação.

Não quis ver-me tropeçar
Ou escorregar no caminho
E por isso veio limpar
Tudo para eu poder passar
Com um enorme carinho.

Em seguida disse-me adeus
Soprou nos cabelos meus
E disse-me: “Torna sentido!
Às vezes prego partidas
Mas alegro muitas vidas
Quando lhes sussurro ao ouvido.
Com minha brisa quando passo

Julgo que até enlaço
Com carinho e com amor,
Refrescando o corpo quente
De tanta e tão linda gente,
De verão, quando há calor”.

Conceição Freitas
in “Amanheci na poesia”
lido por Maria Manuel Rito

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Poesia na Galeria 20-10-2018








 Manuel Basto
 Eunice Amorim
 Maria Manuel Rito
Conceição Freitas
 Fernando Santos
 Manuel Fernando
 João Bernardo
 António Gonçalves
 Maria Afonso Morais
Adelina Gomes
 Maria Augusta da Silva Neves