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quarta-feira, 22 de maio de 2019

SONETO V



SONETO V

Mãe, cortaram-me o cordão e fomos cada um para o seu lado.
Eu, sem arreios, arroxeado perdi-me por aí,
E a mãe repetiu a sua crença
Nos meus olhos fechados ao nascer,

Onde semeou pedrinhas, perdida,
Para que as jogasse, grandes, à sua sepultura.
Mãe, cuida-me, mãe, baila nua.
Quanta vez houve lágrimas,

Diante de mim e dos castiçais
Noutro lugar em que se perderam as noites,
Para que a mãe as visse púrpuras.

Pedras, flores murchas, que são as únicas que nós amamos.
Se houve mais do que isso,
Agora secam-me as pálpebras.

José Emídio- Nelson
in BELEZA TOCADA
lido por Céu Guedes

terça-feira, 21 de maio de 2019

Poesia na Galeria 18-05-2019








 Fernanda Cardoso

 Agostinho Costa
 Concha Rousia
 Agostinho Costa
 Fernanda Cardoso

Fernanda Rosas
 Paula Nisa
 Conceição Ruivo
 Anselmo Simões

 Aida Duarte
 Arnaldo Teixeira Santos

 João Bernardo
António Gonçalves

sábado, 27 de abril de 2019

FALO-TE DE ABRIL



FALO-TE DE ABRIL

Não será ainda a Primavera
a brisa     a teia
para a seda perfumada de teus cabelos
Não será esta ainda a Pátria
que há muito e muito merecemos

Mas o clamor que nos atravessa
célula a célula     rua a rua
cidade a cidade
não será em vão que o soltamos

A brisa
a Primavera
depois de quantas noites de torva violência
de quanto sangue e sofrimento
a teia ardente
para a seda perfumada
de teus cabelos

o alqueive
e o estuário     a Pátria maternal
que há oitocentos anos pedra a pedra
neste chão de suor e amargura
sem descanso edificamos

aí estão      companheira
na imensa aurora
que em teu olhar
enfim fulgura

Papiniano Carlos
in “Abril 30 anos trinta poemas”
lido por Céu Guedes

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Poesia na Galeria Abril 2019










 Constância Nèry e Fernanda Cardoso
 Agostinho Costa dá inicio à sessão
 Constância Néry fala da sua pintura, exposta na Galeria Vieira Portuense

 Celso Miranda
 Lourdes Alegria
 Helena Maria Simões Duarte
João Bernardo
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
Maria Teresa Nicho
Constância Nèry

sexta-feira, 22 de março de 2019

VENERAÇÃO



VENERAÇÃO

Venerei-te quase sempre,
sem querer, sem saber, apenas como quem
cumpre um destino
perante o sangue e as rosas.
Foste, talvez,
essa flor inquieta, tempestuosa, inimiga da
sombra e da calma,
foste uma espada de fogo, ardendo sobre
os altares, onde se sentou o anjo caído.

Mil sóis passaram, mil amantes, mil jogos
inocentes,
e agora os teus ombros não podem suportar o
peso do mundo.
Desaparecerás como as árvores, as flores e as
casas.
Não sei para onde vais.
Procuro-te na décima porta, junto aos
umbrais, junto às noites acesas do outro lado do céu.

José Agostinho Baptista
in “Pai - uma antologia literária”
lido por Céu Guedes

terça-feira, 19 de março de 2019

Poesia na Galeria 16-03-2019






 Agostinho Costa
Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Regina Bacelar
 João Bernardo
 José Carlos Costa

 Graça Silva
 José Guterres
 José Oliveira Ribeiro
 António Monteiro
 Fernanda Santos
 Celso Miranda