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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Poesia Nov 2017

 Artur Cardoso
 Fátima Cardoso
 Dina Magalhães
 Alice Branco
 José Lacerda Megre
 Luís Pedro Viana

 Irene Costa
 Manuela Caldeira
 Acilda Almeida
 Maria Teresa Nicho

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

AQUELA CRIANÇA!


AQUELA CRIANÇA!

Dlim dlão... dlim dlão, cabeça de cão (...),
aquela criança repetia o refrão,
cantilena repetitiva que cheguei a aprender,
saltitava com um brinquedo na mão
e repetia, repetia dlim, dlão (...),
sempre, sempre a correr.

Lembrei-me veemente de alguém,
de um passado ainda presente,
crianças são o melhor que o mundo tem
como digna honra de pureza decente.

Dlim dlão e repetia, repetia com alegria
cantiga que balbuciava repetidamente,
dlim dlão... dlim dlão, cabeca de cão (...),
no mundinho daquela criança que sorria,
brincava, saltitava e inocentemente,
repetia, dlim dlão... dlim dlão (...).

(ARTCAR) Artur Cardoso
20-10-2017

Lido por Fátima Cardoso

SENHORA MINHA!


SENHORA MINHA!

Aqui e ali, uma e outra ruga vão aparecendo,
sulcando a nossa pele com o decorrer da idade,
hinos de alegria, de tristeza e cá vamos andando,
uns de felicidade e outros porém de hostilidade.

Perfumados lençóis a cheirar a alfazema,
lembranças de tantas carícias e beijos,
incansável eficiência a dizeres um poema,
tão de mansinho aos meus modestos desejos.

Senhora minha do nosso acolhedor leito,
senhora merecedora dos meus abraços,
coração palpitante a bater no peito,
apertadinha na proteção dos meus braços.

Diz um poema de amor a sussurrar,
fá-lo voar, voar alto nas asas do vento,
sem pressa, pausadamente, tão devagar
que eu possa saborear o momento.

Quanta candura no teu dizer perfeito,
inocência de cor branca como o branco linho,
diz um poema com subtileza ao teu jeito,
como só tu o sabes dizer de mansinho.

Senhora minha virtuosa do meu ser,
faz-me fechar os olhos como antigamente,
diz um poema de amor para eu adormecer,
di-lo com paixão, serena e eficiente.

Outrora, quantas e quantas vezes brincamos,
aos serões, sentados na nossa cama,
vezes sem conta e tanto como nos afagamos,
como os passarinhos no arvoredo entre a rama.

Tenho saudade de tais momentos e foram tantos,
dos longos serões a ouvir a tua doce voz,
senhora minha de todos os meus encantos,
diz um poema, um poema baixinho só para nós.

As rugas não são a minha maior preocupação,
nem sequer a idade a que estamos condenados,
a minha grande preocupação é um senão,
vivermos o resto das nossas vidas preocupados.

A idade vai passando e sempre, sempre a contar,
o novelo da velhice a desenrolar e a ficar sem linha,
agora, vamos andando, andando mais devagar,
tu e eu, vamos andando (…), senhora minha.

(ARTCAR) Artur Cardoso

25-08-2017

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Poesia na Galeria 21 de Outubro

 Manuela Carneiro
 Dulce Morais
 Goreti Dias
 Dionísio Dinis
 Artur Cardoso
 Fátima Cardoso
 Silvino Figueiredo
 Alzira Santos
 Kim Berlusa
 Fernanda Cardoso
 Maria de Lourdes Ferreira
Ana Maria Oliveira

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

GOSTO-TE!


GOSTO-TE!

Carrego a imponência do mar,
a coragem no coração,
expectante dá-me que pensar,
curiosamente nesta paixão.

Meu poiso de sossego e de lazer,
tão vasto no gostar e no sonhar,
meu balance de adormecer,
gosto-te meu mar.

Obstinado companheiro,
em todo o cosmos grandioso,
 gosto-te porque és sobranceiro,
mar incomplacente e tenebroso.

Quanta gente navega em ti,
quantos buscam o honrado pão,
mar onde um dia senti
o bater forte do meu coração.

Canto siderais louvores aos céus,
gosto tanto assim de ti,
mar infinito dos sonhos meus,
gosto-te dentro de mim.

(ARTCAR) Artur Cardoso
15-09-2017

Lido por Fátima Cardoso

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Poesia na Galeria 16 de Setembro 2017

 Artur Cardoso
 Maria Adelina Gomes
 Manuel Maia
 Acilda Almeida
 Carlos Gomes
 Ester de Sousa e Sá
 Manuela Caldeira
 Irene Costa
 Teresa Carvalho

 Eunice Amorim



 Agostinho Costa apresenta a serigrafia do sorteio: "Tempestade no Douro" de António-Lino
 Agostinho Costa e Alberto Silva


 Fernanda Cardoso a sorteada da sessão