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sábado, 23 de junho de 2018

À BELEZA



À BELEZA

Não tens corpo, nem pátria, nem família,
Não te curvas ao jugo dos tiranos.
Não tens preço na terra dos humanos,
Nem o tempo te rói.
És a essência dos anos,
O que vem e o que foi.
És a carne dos deuses,
O sorriso das pedras,
E a candura do instinto.
És aquele alimento
De quem, farto de pão, anda faminto.
És a graça da vida em toda a parte,
Ou em arte,
Ou em simples verdade.
És o cravo vermelho,
Ou a moça no espelho,
Que depois de te ver se persuade.
És um verso perfeito
Que traz consigo a força do que diz.
És o jeito
Que tem, antes de mestre, o aprendiz.
És a beleza, enfim. És o teu nome.
Um milagre, uma luz, uma harmonia,
Uma linha sem traço...
Mas sem corpo, sem pátria e sem família,
Tudo repousa em paz no teu regaço.

Miguel Torga
Lido por António D. Lima

terça-feira, 19 de junho de 2018

Poesia na Galeria 16-06-2018






 Agostinho Costa
 Arnaldo Teixeira Santos
 João Bernardo
 Fernando Santos
 Noé Alves
 Ester de Sousa e Sá
 Conceição Freitas
José Guterres
 Amândio Vasconcelos
 António D. Lima
 José Faria

quinta-feira, 22 de março de 2018

FALAR DO PORTO



FALAR DO PORTO

Ai se eu fosse pintor
De ti meu Porto, belo poemapintaria
Com tela, tinta, pincel e amor
A tua tão bela história, contaria

As tuas ruas estreitas, vielas e calçadas
Poetizava-as na minha tela
Com as casas desalinhadas
E sardinheiras, em cada janela

Vestia-te com novos jardins
Com cores alegres e vivas
Replantava as rosas e jasmins
Que usurparam das tuas avenidas

Dos Clérigos e da Sé
Vejo o teu belo casario
Uma parte da história que daquise vê
Desce as escarpas até ao rio

E do alto dos Miradouros
De S. João e S. Catarina
Vêem-se os teus belos tesouros
Nobre e Leal Cidade, que és minha

Carinhosamente o Douro é afagado
Pela Ribeira, Miragaia, Cantareira
Infindas histórias têm o teu passado
Tantas são, como asdesta cidade tripeira

À tua cinzenta cor granítica
À bruma do teu alvorecer
Escreveria com tinta acrílica
Amo-te, mesmo depois de eu morrer

Foz do Douro, Junho, 2013
António D. Lima

terça-feira, 20 de março de 2018

POESIA NA GALERIA 17-03-2018





 Fernanda Cardoso

 Maria Olinda Sol e Helena Duarte
 Graça Silva, Ester de Sousa e Sá e Fernanda Cardoso


 A cantar os Parabéns à Fernanda Cardoso pelos seus 96 anos
 96 anos de Fernanda Cardoso 
 Agostinho Costa
 Arnaldo Teixeira Santos
 João Bernardo
 Ester de Sousa e Sá
 José Oliveira Ribeiro
 Inês Lima (9anos)
 Manuel Maia
 Graça Silva
 António D. Lima

 Maria Teresa Nicho

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

POVO



POVO

Povo que lavas no rio,
Que vais às feiras e à tenda,
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem turve o teu ar sadio,
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida, não!

Meu cravo branco na orelha!
Minha camélia vermelha!
Meu verde manjericão!
Ó natureza vadia!
Vejo uma fotografia...
Mas a tua vida, não!

Fui ter à mesa redonda,
Bebendo em malga que esconda
O beijo, de mão em mão...
Água pura, fruto agreste,
Fora o vinho que me deste,
Mas a tua vida, não!

Procissões de praia e monte,
Areais, píncaros, passos
Atrás dos quais os meus vão!
Que é dos cântaros da fonte?
Guardo o jeito desses braços...
Mas a tua vida, não!

Aromas de urze e de lama!
Dormi com eles na cama...
Tive a mesma condição.
Bruxas e lobas, estrelas!
Tive o dom de conhecê-las...
Mas a tua vida, não!

Subi às frias montanhas,
Pelas veredas estranhas
Onde os meus olhos estão.
Rasguei certo corpo ao meio...
Vi certa curva em teu seio...
Mas a tua vida, não!

Só tu! Só tu és verdade!
Quando o remorso me invade
E me leva à confissão...
Povo! Povo! eu te pertenço.
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida, não!

Povo que lavas no rio,
Que vais às feiras e à tenda,
Que talhas com teu machado,
As tábuas do meu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem turve o teu ar sadio,
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida, não! 

Pedro Homem de Mello, in "Miserere"
Lido por António D. Lima

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

POESIA NA GALERIA 17 de Fevereiro 2018






 Conceição Ruivo

 Anselmo Simões e Adelina Gomes
 Adelina Gomes e Maria Afonso Morais
 Conceição Ruivo e Dionísio Dinis


 Grupo Coral da Universidade Sénior Contemporâneo do Porto

 Grupo Coral da Universidade Sénior Contemporâneo do Porto
 Grupo Coral da Universidade Sénior Contemporâneo do Porto

 Guilherme Andrade
 Anselmo Simões
 Conceição Ruivo
 Arnaldo Teixeira Santos
 António D. Lima
 Helena Duarte
 Regina Bacelar
 João Pessanha
 João Bernardo
Adelina Gomes