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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Poesia na Galeria 16-02-2019





 Angelino Santos Silva, Agostinho Costa e Jorge Braga


 Agostinho Costa inicia a sessão 
 Agostinho Costa

 Senza
 Senza
 Senza
 Maria do Céu Guedes 
 Fernanda Rosas
 Lourdes Alegria
 Maria Graça Melo
Fernando Santos
 Goreti Dias
 Jorge Braga
 José Oliveira Ribeiro
João Bernardo

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

SABOR



SABOR

Não me peçam poema sem sabor, não!

Da minha mão
o poema é arrancado como quem tira um dente
o meu hálito exala a incerteza do verso
e a palavra na minha boca
arrasta consigo a dúvida quanto ao futuro.
Resta-me prosseguir e caminhar
apertar os dentes até parir esta dor
o meu poema nasce e vem carregado de gindungo,
os meus lábios sopram a palavra
como se fosse arame farpado
e chegará à terra como chispa temperada pelo sal.

O meu poema traz o sabor amargo das urtigas
e a terra que lhe dá corpo
é terra mexida e remexida pela mentira,
e dela brota a mão do diabo
que mexe e remexe nos versos, nas rimas
até que a palavra se esgote e a garganta definhe.

Agora morro de saudade
e a terra que me deu sustento e me trouxe o mar
seca o meu poema
e o país que me deu pão
dá-me agora negação.

Não me peçam poema sem sabor, não!

O meu destino é caminhar sobre fogo
e as brasas que me atiçam
trazem-me a dúvida e a incerteza quanto ao futuro
mas já galguei os himalaias
cheguei à índia, naveguei no ganges
desembarquei na china, fui ao tibete
e o meu poema abraçou o dragão

Angelino Santos Silva

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Poesia na Galeria 17-11-2018

 António Monteiro
 Fernanda Santos
 Angelino Santos Silva

 Marília Teixeira
 João Pessanha
 Beatriz Maia
 Ana Paula Dória
 Artur Cardoso
 Fátima Cardoso

 Fátima Cardoso
 Maria Teresa Lopes
Graça Silva

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

MAR... ETERNAMENTE AMAR



MAR... ETERNAMENTE AMAR

Os beijos de ocasião não contam
Meu amor.
São beijos que se dão sem valor
Grãos que se dispersam e não medram
Lábios que se tocam sem amar
Beijos que se soltam sem cuidar.

Será errado?

Seja como for
Amar eternamente
Amar, é o caminho que nos está destinado
E se acaso o rumo for diferente
Que devemos nós fazer senão amar
Amar eternamente
Amar, faz parte do nosso fado.
E se lábios tocamos sem cuidar
Na busca de um amor imaginado
Que devemos nós fazer senão amar
Amar... eternamente, amar.

Será pecado?

Amar,
não é conta de ciência exacta
Não consta nas leis da matemática
Ciência que não temos no saber
Se os beijos que se dão em homem ou mulher
São beijos de ocasião ou não.
Como não temos a ciência à mão,
Que podemos nós fazer senão amar?
Que devemos nós cuidar senão amar?
Amar... eternamente amar.

Será errado?

E se nos lábios magoados ficar dor?

Seja como for
Ainda que em beijos errados
Amar
É sina de quem busca amor.
E se nos lábios magodos ficar dor
Em beijos não cuidados de ocasião
Que devemos nós fazer senão amar
Se este é o caminho que nos foi dado
Quando em busca de um amor sonhado.
Amar... eternamente amar!

Será pecado?

Angelino Santos Silva

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Poesia na Galeria Outubro 2018

 Regina Bacelar
 António Monteiro
 José Faria

 Maria Teresa Nicho
 Guida Dias
João Pessanha
 Adolfo Castelbranco
 Helena Duarte
 Angelino Santos Silva
 Céu Guedes
 Fernanda Rosas
 Beatriz Maia
 Carlos Gomes